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segunda-feira, 18 janeiro, 2021
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SETEMBRO AMARELO E A PREVENÇÃO AO SUICÍDIO

Por Karine Benevides Resende

Karine Benevides Resende é formada pela Faculdade Unifimes e atualmente trabalha na Secretaria de Assistência social de Lucas do Rio Verde-MT

O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, qual os profissionais de saúde realizam diversas ações de prevenção ao suicídio e valorização da vida. A Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, que organiza a campanha nacionalmente desde 2015.

Segundo o Conselho Federal de Psicologia-CFP, o suicídio, ao ser considerado como problema individual, não é reconhecido como questão de saúde pública. Por isso, algumas ações preventivas não são adequadas, porque desconsideram natureza multideterminada do fenômeno e garantia de aporte transdisciplinar.

O suicídio foi a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos em todo o mundo em 2015 e 78% deles ocorreram em países de baixa e média renda. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam o Brasil como oitavo país do mundo em suicídios. Também se constatam taxas elevadas de suicídio em grupos vulneráveis, que sofrem algum tipo de discriminação.

A conselheira do CFP lembra as especificidades da população brasileira, como os povos indígenas, que registram 132% mais casos de suicídio do que na população geral, e também a população em situação de rua, a população LGBTI, trabalhadores rurais e imigrantes, que passam por processos de desenraizamento.

A atuação de profissionais da Psicologia na prevenção ao suicídio deve extrapolar as intervenções estritamente individuais e buscar a compreensão das condições de vida que podem contribuir para produzir sofrimentos mentais intensos. O papel da Psicologia é acolher e ressignificar esses sofrimentos, a partir do entendimento de como são produzidos nas instâncias sociais, históricas e culturais, sempre em diálogo com outros campos do saber.

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Por que é tão importante falarmos sobre isso?

O suicídio está relacionado ao aumento do número de transtornos mentais na nossa sociedade, tais como a depressão, o alcoolismo, o transtorno bipolar, o transtorno borderline e transtorno de ansiedade. Outro fator que contribui para o crescimento do suicídio é que na sociedade moderna há muito pouco espaço para o sofrimento e para o acolhimento de quem sofre.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), destacou que em 2030 a depressão será a segunda causa mais importante de incapacitação dos indivíduos. Ainda há muito preconceito e desinformação sobre as doenças/transtornos mentais como a depressão. Sim, doença, pois muitos ainda acreditam que não se trata de uma doença. É interessante ressaltar que a depressão não é “frescura”, “falta de coragem”, “falta de Deus”, ou “fraqueza”, mas sim é uma doença. Como tal, precisa de tratamento adequado, assim como os demais transtornos. Como ninguém escolhe adoecer de uma gripe, ninguém escolhe estar deprimido.

Cabe ao psicólogo acolher e escutar o que os sinais querem dizer e ajudar o paciente a se perceber. A partir da tomada de consciência do paciente de seu momento, qual o ser humano possui a capacidade de se adaptar da melhor forma possível diante das necessidades que surgem.

 

Karine Benevides Resende é formada pela Faculdade Unifimes e atualmente trabalha na Secretaria de Assistência social de Lucas do Rio Verde-MT. Além disso, faz acompanhamento Online através do WhatsApp e Skype.

Acompanhe também pelo Instagram @psicokarinebenevides .

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