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quinta-feira, 03 dezembro, 2020
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O impacto dos hábitos na saúde

Por Claudio Cotter e Rafael Ferreira Pinto

O ser humano é moldado por hábitos. Diversos livros consagrados como “O “Poder do hábito” de Charles Duhig e “Previsivelmente irracional de Dan Ariele mostram que nosso comportamento, apesar do livre arbítrio e as inúmeras diferenças culturais e comportamentais, é absurdamente previsível algumas características herdadas de nossos ancestrais por meio de símbolos e crenças.

Esse registro de práticas pode ser cada vez mais permanente conforme as pessoas insistem nelas, com isso, cria-se maneiras consolidadas com o passar do tempo e isso fica por anos sendo revalidado. Porém, existem algumas soluções para quebrar essa “corrente”, mesmo que o vício mecânico seja um dos mais difíceis de vencer, por conta disso, utilizamos os hábitos angulares, criado por Duhing, os quais já têm estudos que comprovam sua eficácia.

Para pacientes com problemas motores, que demandam de fisioterapia e resiliência, o hábito angular é perfeito, pois ele é capaz de desencadear uma série de reações em como os indivíduos organizam suas vidas, para isso, o exercício físico é bastante utilizado, pois deixa essas pessoas ativas e a repetição dos movimentos auxiliam em várias patologias, inclusive depressão.

Sobre a importância da organização, em minhas sessões de fisioterapia, consegui perceber que tornar a rotina mais organizada ajudou pacientes ansiosos a lidarem melhor com as tarefas, compromissos e, inclusive, com o processo de tratamento que realizávamos juntos. Como profissional, posso dizer que tal mudança auxilia muito na evolução das pessoas, e aponta a relevância de nos conscientizarmos de reinventar hábitos, largar aqueles ruins, que fazem mal, e ter um olhar crítico para o que fazemos.

Já os conhecimentos trazidos por Yuval Harari em Sapiens, e diversos estudos de antropólogos da atualidade, transformaram a forma como entendemos nossos hábitos modernos e nos provoca a questionar “o porquê” do  nosso corpo ter uma certa dificuldade em se adaptar a esta cultura de conforto, a qual nossa sociedade nos proporciona com vários tipos de tecnologias e facilidades.

Muito do que enxergávamos como desgaste do corpo por mau uso antes, hoje vemos como uma incompatibilidade evolucionária, ou seja, cada vez mais voltamos para nossa essência, percebendo que, assim como nossos ancestrais, também temos que nos movimentar mais e com movimentação variada, pois nosso corpo não foi feito pra ficar parado, sentado em cadeiras e sofás confortáveis por longos períodos.

Carl Jung estudou a fundo estas características do ser humano convivendo com nativos de tribos e baseado em sua experiência chegou à conclusão que além da genética, é possível que haja um inconsciente coletivo, uma força arraigada em comunidades que adotam hábitos como rituais gerando comportamentos por gerações, sem que se questione o porquê daquele ritual.

De fato, Jung estava certo em relação aos comportamentos e atitudes que estão relacionados ao ambiente e como lidamos com ele, Bruce Lipton demonstrou em sua pesquisa que o cérebro da célula é a membrana, e o DNA executa o metabolismo de acordo com os comandos vindos da membrana. É evidente o quanto o ambiente influencia em nossa vida, e que temos uma grande oportunidade de produzirmos os processos de cura através de como lidamos com as situações, já que influímos diretamente nas membranas de nossas células a partir da alimentação, da forma como nos movimentamos, de como lidamos com as emoções, na verdade todo estímulo que chega ao nosso corpo age sobre nossas células.

Então, com inúmeros embasamentos e aplicação diária, o livro “Cura pelo Hábito” foi criado por mim e Rafael Ferreira com uma visão diferente, com o objetivo de trazer toda a visão da abordagem biopsicossocial de forma prática, possível para qualquer um colocar novos costumes na rotina, mostrando que a questão central para a cura de doenças crônicas principalmente é a mudança de práticas diárias.


*Claudio Cotter é graduado em Fisioterapia,  pós-graduado em Medicina Psicossomática e  idealizador da CM2 Clínica Multidisciplinar em São Paulo – SP.

*Rafael Ferreira Pinto é graduado em Fisioterapia,  pós-graduado em Medicina Psicossomática e  idealizador da Oki Acupuntura Clínica  em São Paulo – SP.



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