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domingo, 11 abril, 2021
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CONJUNTURA ECONÔMICA – Por que os preços dos combustíveis subiram?

Impacto no consumo: com o fim do auxílio emergencial, as vendas no varejo registraram queda em dezembro de 2020
Por IMEA

Buscando mensurar uma parcela deste impacto para o agronegócio, o Imea calculou, com base nos dados da POF 17-18, o efeito do subsídio no consumo de alimentos no país. A categoria de domicílios com rendimento de até R$ 1.908/mês, que teriam direito ao auxílio conforme a renda per capita, exibe receita média de R$ 778,18/mês (renda do trabalho + pensão), no qual, 42,39% são gastos com alimentação.

Tendo em vista o aumento de R$ 600,00/mês na receita, devido ao subsídio, o gasto com alimentos passaria a ser de R$ 584,16/ mês.


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Logo, o impacto total nos gastos com alimentação seria de R$ 4,26 bi/mês no país, resultado do cálculo dos 5,52 milhões de beneficiários nessa faixa de renda vezes a adição de R$ 254,32 nos gastos com alimentos.

Vale lembrar que esta alta deve ter sido ainda maior, pois mais de 67 milhões de pessoas receberam auxílio.

  • Em meio à alta de casos de Covid-19 no Brasil e uma possível volta do pagamento do auxílio emergencial, mesmo com a intervenção do Bacen, o dólar registrou alta de 1,1% em fevereiro de 2021, ante a jan.21, com cotação média de R$ 5,41/US$.
  • A balança comercial mato-grossense exibiu redução de 30,3% em jan.21, ante a dez.20. O resultado é reflexo da queda de 25,5% nas exportações no mesmo período, devido ao recuo nos envios de milho.
  • O valor da cesta básica em Cuiabá exibiu estabilidade em fev.21, cotada a R$ 611,75. No entanto, alguns itens essenciais, como batata (+8,92%), feijão (+2,79%) e arroz (+1,61%) exibiram valorização em seus preços no mês. Na contramão, a retração nas cotações do tomate (-6,87%) e do leite (-3,65%) deteve o aumento do valor da cesta na capital.

QUEM É O VILÃO?

A discussão sobre a precificação dos combustíveis no Brasil, após a Petrobras subir os preços nas refinarias várias vezes, ganhou espaço no último mês.


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Atualmente os preços na estatal variam de acordo com o valor do barril de petróleo no mercado internacional e o dólar. Essa política de preços foi adotada em out.16, após a Petrobras amargar grandes prejuízos nos anos anteriores.

Contudo, com essa nova forma de calcular o preço, chamado de PPI, o diesel, utilizado nos caminhões que transportam a produção, tornou-se sensível às oscilações do barril e do câmbio, o que ao longo dos últimos anos encareceu as cotações no Brasil. Para se ter uma ideia, de out.16 até jan.21, o preço nominal do diesel registrou alta de 16,98% em Mato Grosso, reflexo da valorização de 68,14% no dólar e de 13,23% no petróleo.

Logo, fica evidente que apesar das altas do Brent, o dólar teve forte influência no aumento do preço do diesel no estado, desde o início da política de PPI.


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