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quinta-feira, 23 setembro, 2021
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A ERA DIGITAL: UMA NOVA ÉPOCA

Por Margaret Mocelini

Considerando a era da globalização da informação digitalizada, nos deparamos com um comportamento diferenciado na educação, frente ao que até então vínhamos visualizando, presenciando e aplicando. Devido as pessoas estarem conectadas por rede, socializando em grupos suas ideias e seus “feitos”, de forma acessível, imediata e universal, submete a compreensão de que os alunos contemporâneos se enraízam em um cenário de aprendizagem diferenciada.

Para uma melhor compreensão, da aldeia globalizada em que estamos inseridos, um local de rápidas mudanças, aumento de interdependência e complexidade, o qual causa mudanças radicais na forma de comunicação, ação, pensamento e expressão. Para (Riegle 2007, apud Gomez 2015), classifica em quatro períodos principais, este desenvolvimento da humanidade, reportando ao ponto de vista socioeconômico:


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– a idade da pedra, de aproximadamente 1.000.000 de anos até 6.000 anos antes da nossa era, em que as atividades principais dos hominídeos e dos humanos foram a caça, a pesca e a conservação dos alimentos;

– a época agrícola, desde 6.000 anos A.C até o século XVIII, em que as atividades principais dos humanos eram a agricultura, a pecuária e o intercâmbio comercial;

– a era industrial, do século XVIII até o último quarto do século XX, em que a atividade fundamental dos seres humanos nos países mais desenvolvidos tinha a ver com os trabalhos nas fábricas; e(filme chaplin)

– a era da informação, de 1975 até os dias atuais, em que a atividade principal dos seres humanos tem a ver com a aquisição, o processamento, a análise, a recriação e a comunicação da informação. (GÓMEZ, 2015, p. 14-15).


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Valoriza-se nesta colocação que a hominização durou vários milhões de anos; a pré-história nômade, quase um milhão de anos; a época agrícola e pecuária, já sedentária, segundo Gómez (2015), cerca de sete mil anos; a era industrial não chega aos 300 anos; e da era digital ainda temos apenas quatro décadas. Considera ainda que a força física humana foi substituída pela força física animal; esta por sua vez, pela energia; e a última pela gestão digital da informação como fonte de satisfação de necessidades, desenvolvimento, sobrevivência e poder. (GÓMEZ, 2015, p 15).

As pessoas que não estão no grupo, poderão ser consideradas desconectadas, “escravidão moderna”, encontram-se em condições precárias de trabalho, isto é irreal, as revoluções simbólicas moldam as instituições, com observância de que a televisão, o rádio, pregações via internet e outras tantas, chegaram e transformaram as áreas fundamentais da vida social. Para Gómez (2015), as áreas afetadas seriam a produção/consumo (economia), o poder (político) e a experiência cotidiana (sociedade e cultura).

Para Castells (1994), sugere que estamos diante de uma mudança de época, que chega para moldar um novo metacontexto que modifica as instituições, os Estados e a vida cotidiana dos cidadãos dentro de uma era de globalização e interdependência. Este processo está causando um aumento cada vez mais incompreensível e justificável da desigualdade social (GÓMEZ, 2015, p. 16). Percebe-se isso em escolas equipadas de tecnologia e outras totalmente desprovidas destes aparatos tecnológicos, considerando, desta forma, que a exclusão e a tecnologia andam juntas.

Para Darling-Hammond (2010), a globalização mudou a maneira como trabalhamos, como nos comunicamos e como vivemos. Uma força de mudança se faz definitivamente, pois, o cenário social, local e global se transformou, conduzindo em transformação radical nos seres humanos desencadeando insegurança, incertezas e medo, tanto como de possibilidades aspirações e oportunidades imprevistas. “Os valores ultrapassam os padrões culturais familiares e as possibilidades de que os adultos próximos se constituam em exemplos úteis. ” (GÓMEZ, 2015, p.17).

Para Castells (1994), na economia contemporânea, o trabalho não qualificado e as matérias-primas deixaram de ocupar um papel tão estratégico como no passado, pois muitos dos serviços, do trabalho e dos intercâmbios estão e estarão cada vez mais acessível apenas por meio da rede. Por isso, exige-se com urgência a necessidade de formação de novos cidadãos para viver em um novo ambiente digital de possibilidades e riscos desconhecidos.

Considerando que a “nova geração”, usa a tecnologia como um fim, e não como um meio. Viver o presente. O papel ético do professor (a) é de se ambientar nas possibilidades positivas e negativas, sendo o mediador deste ambiente real tecnológico que só tende a avançar e com velocidade, cada vez mais acelerada. Segundo Gómez (2015), em dois anos é produzido mais informação que em toda a história anterior da humanidade, sendo a internet, a tecnologia que mais rapidamente se infiltrou na sociedade na história da humanidade, pois, a informação duplica a cada 18 meses e cada vez mais rapidamente.

A informação fornecida, por exemplo, pelo jornal New York Times a cada dia é maior do que toda aquela que uma pessoa poderia encontrar, no século XVII, durante toda a sua vida. (GÓMEZ, 2015, p. 18). Considera-se ainda que oitenta por cento dos novos postos de trabalho requerem habilidades sofisticadas de tratamento da informação, sendo assim, oitenta por cento dos trabalhadores estarão executando seu trabalho de maneira diferente daquela que vinham desenvolvendo ao longo dos últimos cinquenta anos ou estarão realizando outros trabalhos. (RIEGLE, 2007).

Vivencia-se uma nova ética intelectual, que define de forma diferenciada, o que consideramos conhecimento válido. Como esses processos estão afetando o desenvolvimento cognitivo, afetivo e moral dos cidadãos? Como as escolas estão preparando os discentes para fazer uso destes ambientes digitais? Como estudar as formações de professores, para que estes possam agregar?


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Tantos pontos inovadores que se deve considerar, ao nos voltarmos para a identidade do professor. Convido a cada colega de profissão e se colocar no lugar de “nosso par”. Fazer uso da empatia, alteridade e sororidade e é obvio que o sistema educacional deve preparar os alunos para que gerenciem e resolvam situações no futuro, bem diferentes, daquelas em que vivem no presente.

Tais situações, são em grande parte desconhecidas e mais imprevisíveis quanto maior, mais rápida, intensa e extensa é a mudança econômica, social e cultural do cenário. “Aprender a aprender e aprender como argumentar a própria aprendizagem”. (GÓMEZ, 2015, p. 29).

Não podemos “endeusar” a modernidade. Conhecer o papel das nossas ferramentas; reinventar a escola; transformar a dispersão em algo organizado; questionar e debater frente as novas finalidades e propósitos que a escola possa satisfazer, para preparar os cidadãos da sociedade contemporânea, se tornam desafios a todos os envolvidos com a educação. Fica o ponto de partida: Colocamo-nos abertos para o novo?

Abraço fraterno


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Professora Ma. Margaret Mocelini: Facebook – Bordar Femina

Neuropsicopedagoga Clínica e Institucional

CBO 8938/21

João Ricardohttps://www.cenariomt.com.br
Possui experiência em produção textual e, atualmente, dedica-se à redação do CenárioMT produzindo conteúdo sobre a região norte de Mato Grosso.

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