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sexta-feira, 24 setembro, 2021
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Tecnologias inovadoras promovem produção sustentável da soja e pecuária

Dia de campo promovido pelo IMA e a Aliança SIPA mostram aos produtores um sistema de manejo em excelência de pastagens, com a utilização de menos insumos e aumento da produção em menor espaço
Por Marcio Camilo

Teve início nesta quinta-feira (29), a partir das 8h, o 2° Encontro Técnico PISA [Produção Integrada de Pastagens e Culturas Agrícolas]. Assim como no primeiro, o dia de campo será promovido de maneira presencial, com a participação de agricultores e pecuaristas da região Centro Oeste.

Mais uma vez os participantes irão conhecer a experiência de produção sustentável da fazenda Guarita, no município de Rondonópolis (a 218 quilômetros da capital, Cuiabá).


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No primeiro encontro foi mostrado técnicas inovadoras na recuperação de produção em solos frágeis e degradados pela monocultura, no Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt). Agora, o projeto PISA vai apresentar um sistema de manejo em excelência de pastagens ao integrar a produção de soja com a pecuária, com a utilização de menos insumos e aumento da produção em menor espaço ocupado.

“Esse projeto que vai ser apresentado no segundo encontro técnico tem o nome do protocolo como ‘Adubação de Sistemas como alternativa para intensificação sustentável em SIPA no Cerrado’. Nele é utilizada a cultura da soja na safra e pastagens na safrinha, com pastoreio rotatínuo com a entrada de animais”, detalha Letícia Rosa Gasques, do Grupo de Pesquisa e Inovação de Sistemas Puros e Integrados de Produção Agropecuária (GPISI).

De acordo com Letícia, a tecnologia aplicada na fazenda Guarita já demonstrou resultados impressionantes de produção de soja e produção animal, “mostrando que é possível planejar a adubação e conseguir uma maior eficiência no uso dos recursos na propriedade. Ou seja, produzir mais com menos insumos e consequentemente reduzindo custos”, enfatiza. “É um tipo de projeto que é muito importante para a produção sustentável de alimentos”, acrescenta.

As tecnologias do PISA são desenvolvidas no Instituto Mato-grossense do Algodão (IMA) em parceria com associação público-privada Aliança SIPA, que envolve as universidades federais do Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso (campus Rondonópolis). As ações recebem o financiamento do Programa REM MT – programa executado pelo Governo de Mato Grosso que conta com recursos dos governos da Alemanha e Reino Unido que premiam países e estados que combatem o desmatamento da floresta, com a consequente redução das emissões de CO2 no planeta.

Nesse sentido, o programa REM por meio do aporte financeiro ao IMA/Aliança SIPA e outras instituições científicas, incentiva a difusão de tecnologias inovadoras no campo com o foco no produtor rural. Letícia destaca que o apoio do REM é fundamental, “pois a parceria torna possível a aplicação de metodologias mais sustentáveis nas propriedades rurais de Mato Grosso, permitindo que os agricultores e pecuaristas tenham conhecimento para produzir de forma sustentável”.


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Primeiro dia de campo

O primeiro dia de campo PISA também ocorreu na Fazenda Guarita, no último dia 12 de junho.

Na ocasião foi apresentado dois tipos de sistemas para recuperar solos degradados: o de integração de pastagem com lavoura e o de Pastoreio Rotatínuo.

Primeiro, a lógica é fortalecer solos fragilizados que sofreram com a monocultura. Trata-se do manejo correto do pastoreio, como forma de incrementar a matéria orgânica do solo, o sequestro de carbono, bem como reduzir e mitigar as emissões dos efeitos dos gases estufas.

Já o segundo, o Pastoreio Rotatínuo, é levando em consideração o comportamento ingestivo dos animais. “A cada bocada que a animal der, a gente quer que ele capte o máximo de alimentos com qualidade. Nós queremos otimizar o tempo de pastejo. E com isso, nós fazemos com que o animal produza mais e emita menos metano para produção desse alimento”, explica Edicarlos Damacena, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Sistemas Integrados de Produção Agropecuária.

PIMS

O projeto PISA está inserido no subprograma Produção, Inovação e Mercado Sustentáveis (PIMS) do REM MT, que envolve as commodities de carne, soja e madeira tropical.

Dentre os principais objetivos, o PIMS busca apoiar a adequação produtiva, com promoção da eficiência no uso de recursos naturais e redução da pressão por desmatamento, demonstrando a viabilidade técnica e financeira da adoção de boas práticas; além de apoiar a inovação através de atividades que permitam a difusão de novas tecnologias nas regiões alvo do programa, a fim de melhorar a eficiência produtiva de forma a reduzir a pressão por abertura de novas áreas e o uso de insumos e defensivos.

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