O comportamento e as tendências das pautas de exportações e importações de Mato Grosso estão detalhadas na primeira edição do Boletim Comex MT, produzido pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt). O material com os dados detalhados pode ser baixado aqui.O levantamento consolida os resultados do primeiro semestre de 2020, em comparação com o mesmo período de 2019.

Em relação ao ano passado, Mato Grosso subiu uma posição no ranking nacional e se tornou o quarto maior exportador do Brasil, com crescimento de 6,62% em receita, enquanto a tendência nacional foi de retração de 7,36%. E, um dos setores da indústria que mais cresceu foi o de carne bovina, que neste primeiro semestre teve alta de 40,52%.

Outra informação importante trazida pela publicação, que a partir de agora terá periodicidade com análises mensais, é a de que o estado representa 58% das exportações do Centro-Oeste, o equivalente a US$ 9,6 bilhões. Os números fazem referência ao primeiro semestre deste ano.

“O mercado externo é muito competitivo, e Mato Grosso tem se consolidado como um grande exportador. Esses recursos que vem de fora do país são muito importantes para a circulação da economia, sobretudo neste momento de pandemia, já que promovem a geração de emprego e impulsionam a compra de insumos para o agronegócio e agroindústria”, pondera o presidente da Fiemt, Gustavo de Oliveira.

O Boletim Comex MT mostra que apenas 23% da receita gerada pelas exportações vem de produtos industrializados, enquanto que 77% são provenientes da agropecuária. Para Oliveira, Mato Grosso pode se orgulhar do crescimento da exportação, mas é preciso ir além.

“A pauta de exportação ainda é de bens primários, que acabam virando insumo para industrialização. Nos últimos meses, vendemos para o mundo quase US$ 10 bilhões, porém deixamos de exportar muito mais porque nossos produtos têm pouco valor agregado”, finaliza.

Oportunidades – Apesar dos números robustos de exportações no segmento de commodities, o gerente de Desenvolvimento Industrial da Fiemt, Lucas Barros, destaca que cenário é uma grande oportunidade para que pequenas e médias empresas mato-grossenses possam internacionalizar seus negócios.

“Existe um mito que venda internacional é para as grandes empresas. Mas, micro, pequenas e médias também tem condições de exportar e o CIN pode ajudar nisso. Temos um amplo portfólio de serviços e soluções para contribuir com a inserção, cada vez mais, de produtos manufaturados mato-grossenses no exterior. Queremos ajudar as empresas na capacitação em comércio exterior, estudo de inteligência comercial, emissão de documentos para exportação e missões empresariais”, finaliza.

A partir de agora, a Fiemt irá publicar mensalmente boletins com análises do fluxo de comércio exterior, tendo como principal foco as operações realizadas em Mato Grosso.

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Amazonia 03 de Junho