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quinta-feira, 29 outubro, 2020
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“Alinhar viabilidade econômica com menos impacto ambiental será fundamental para construção da ‘Ferronorte’”, avalia Marino Franz

Por Cenário MT

Empresário do agronegócio, Marino Franz se diz otimista com a concretização da Ferrogrão, ferrovia que ligará o norte de Mato Grosso, saindo de Sinop à cidade de Itaituba, no Pará para o escoamento do grão produzido aqui.

Sócio administrador da Cianport (Companhia Norte de Navegação e Portos), uma das empresas que operam terminais portuários no chamado Arco Norte*, Marino Franz comentou durante entrevista ao portal CenárioMT, que a Ferrogrão não irá transportar somente grãos de soja ou milho em seus trilhos.


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O Etanol produzido em Lucas do Rio Verde-MT, através da FS Bioenergia, já está chegando a outros estados, através do Arco Norte. No sentido contrário, o combustível, como o diesel que é produzido no Texas – Estados Unidos, por exemplo, chega a nossa região, assim como insumos agrícolas essenciais para a produção agrícola.

A ferrovia terá investimento de aproximadamente R$ 8,4 bilhões da iniciativa privada e deverá ficar pronta em até 10 anos. O projeto de concessão foi enviado na última sexta-feira (10) para análise do Tribunal de Contas da União – TCU.

“A viabilidade da ferrovia é possível, fácil de fazer”, afirma Franz. A questão ambiental, tendo em vista que é uma ferrovia que deverá cortar parte da Amazônia Legal, é um tema que traz preocupação na visão do empresário.

“Lógico que o Governo vai precisar mostrar que um número X de caminhões transitando pela BR-163 polui bem mais que os impactos ambientais para construção da ferrovia. É uma ferrovia que será construída pelas trends que as projetou e que acessam o mercado mundial. Sendo assim, qualquer impedimento que possa vincular o nome dessas trends com questão ambiental, acaba sendo uma situação muito delicada”, salienta.

“O Governo deverá tratar com muita inteligência o tema sustentabilidade e custo X benefício. É sem dúvida uma expectativa muito grande, porém, não me iludo muito fácil com a velocidade com que isso vai sair do papel, pois o ano de 2020 já praticamente passou e não vai acontecer nada. Em relação a 2021, não sabemos como será devido à questão da pandemia pelo Covid-19, como será a questão mundial”, frisa Marino Franz.

*O Arco Norte é um plano estratégico que compreende portos ou estações de transbordo nos estados de Rondônia, Amazonas, Pará, Amapá, Maranhão, Sergipe e Bahia e são considerados fundamentais para o escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste e desses estados. O sistema é formado pelos portos de Itacoatiara (AM), Santarém e Vila do Conde (PA), Santana (AP), Itaqui (MA), Aracajú (SE), Salvador e Ilhéus (BA) e compreende uma região entre o paralelo 16 e a linha do Equador.

“Brasil é um pais ferroviário”, afirma Miguel Vaz, ao comentar sobre análise do TCU sobre edital de construção da Ferrogrão

 



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