Presidente diz que Grêmio não pode mais esperar por avanço em treinos: “Nosso negócio é futebol”

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Sem liberação para trabalhos com contato físico em Porto Alegre, o Grêmio anunciou que irá trabalhar em Criciúma, em Santa Catarina, embora ainda sem data prevista. O presidente Romildo Bolzan Júnior justificou a decisão com a necessidade de se preparar para o Campeonato Brasileiro e disse que o Tricolor não pode mais “esperar” pelo avanço nos protocolos e liberações do governo do Rio Grande do Sul.

Romildo afirmou respeitar as decisões científicas do Estado e do município, mas também reforçou que o “negócio” do Grêmio é o futebol. O clube esteve em contato constante com o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, mas as restrições na bandeira vermelha (como Porto Alegre está classificada no protocolo estadual de distanciamento para o novo coronavírus) impediram a liberação para treinos gradativos com contato físico.

— De nenhuma forma nós queremos confrontar com os protocolos que o governo e a Prefeitura de Porto Alegre estão fazendo. O Grêmio não pode mais aguardar por conta da sua preparação, no estágio que ela está, sem que faça prosseguimentos, sem que faça avanços, siga em frente. E seguir em frente significa exatamente essa questão dos coletivos, do contato, da preparação tática, técnica, e enfim, tudo que diz respeito à preparação de um atleta — disse o dirigente em entrevista à RBS TV.

O Tricolor irá usar as instalações do Criciúma, que fica há cerca de 280km de Porto Alegre. O dirigente defende um tratamento especial em relação ao restante da sociedade para o futebol retomar as atividades. Por conta das medidas de prevenção tomadas pelo clube e a capacidade financeira das equipes da elite do futebol brasileiro.

— Se o futebol tiver exatamente o mesmo entendimento que a sociedade em geral, sendo essa ilha de controle, nós não vamos jogar mais esse ano, porque a sociedade terá muitos percalços ainda pela frente. Então o que nós estamos pedindo não é para jogar. O que nós estamos pedindo é para avançar nos nossos treinamentos completamente controlados. Essa é a diferença — declarou o mandatário.

— Nós não estamos aqui fazendo debate na questão científica. A única coisa que estamos fazendo é exatamente viabilizando nossa preparação. O nosso negócio é futebol, então nós estamos trabalhando para viabilizar aquilo que fazemos. Nós estamos trabalhando na viabilização dos nossos aprontos, das nossa situações de preparação, nada mais que isso — completou.


Amazonia 03 de Junho