Luverdense acusado de golpe milionário responderá por crime em liberdade

Suspeito pagou fiança de cinco salários mínimos

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O homem de 32 anos, morador de Lucas do Rio Verde-MT, que está sendo investigado de participação em um grupo criminoso que aplicou golpe milionário de R$ 400 milhões de reais contra o Banco do Brasil, deve responder em liberdade.

Preso nessa terça-feira (02) quando tentava movimentar R$ 30 milhões para outra conta bancária, o suspeito foi indiciado pelo crime de receptação e pagou fiança de cinco salários mínimos (equivalente a R$ 5.225,00), e foi liberado na tarde desta quarta-feira (03).

A investigação está sob responsabilidade do Delegado de Polícia, Marcelo Carvalho.

O CASO

Um homem que tentava fazer uma transferência bancária no valor de R$ 30 milhões desviados de contas correntes do Banco do Brasil foi preso em flagrante pela Polícia Civil na manhã de terça-feira (02), no município de Lucas do Rio Verde-MT. Outras três pessoas que estavam com o suspeito foram conduzidas, ouvidas e liberadas.

O suspeito, de 32 anos, foi autuado em flagrante pelo crime de receptação, após ser surpreendido pelos policiais civis do interior de uma agência bancária do Santander, no centro da cidade.

As diligências iniciaram após a Delegacia de Lucas do Rio Verde receber informação da Gerência de combate ao Crime Organizado (GCCO) sobre algumas pessoas que estavam na agência bancária, tentando fazer uma transferência de uma conta para outra, no valor de R$ 30 milhões de reais.

Segundo as informações, a quantia era produto de furto, ocorridos de agências do Banco do Brasil. Com base no apurado, os policiais civis foram até a agência bancária onde o gerente disse que foi alertado por funcionários do Banco do Brasil sobre os fatos.

Em seguida, os policiais da Delegacia de Lucas do Rio Verde foram até as quatro pessoas suspeitas que estavam no interior da agência bancária aguardando a autorização da transferência.

Ao serem perguntados sobre a origem do dinheiro que seria transferido, os suspeitos apresentaram várias contradições. Inicialmente foi dito apenas que eles tinham recebido ligações de pessoas no estado de São Paulo, que não conheciam e que pediram para eles receberem o dinheiro.

Depois alegaram que o dinheiro era proveniente de uma comissão da venda de uma fazenda que eles tinham vendido, mas quando questionados sobre as partes implicadas no contrato de compra e venda e onde estava localizada a propriedade não souberam responder.

Em seguida os envolvidos foram conduzidos para esclarecimentos, e na apuração foi descoberto que na noite anterior (segunda-feira), foram realizados ataques cibernéticos às agências do Banco do Brasil utilizando senhas e matrículas de funcionários do banco. Como resultado foram feitas anotações de créditos em contas diversas, cujo valor das anotações superou R$ 400 milhões.

Do montante, de início, R$ 30 milhões estavam sendo fraudulentamente transferidos do Banco do Brasil para a conta da pessoa jurídica que estava em nome de um dos conduzidos.

O suspeito acabou informando que todo o esquema da receptação foi armado por ele e os outros nada tinham a ver com os fatos. De acordo com as informações levantadas, o montante que os envolvidos tentavam receber era bem superior ao inicial.

Diante das evidências o suspeito foi autuado em flagrante por receptação.


Amazonia 03 de Junho