Em Lucas do Rio Verde, rede municipal quer ampliar alcance das aulas remotas

Mesmo à distância, atividades comprovam acesso à educação e alunos que não participarem terão falta e correm o risco de perder o ano letivo

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(Foto: Ascom Prefeitura)

Como reduzir o índice de alunos matriculados na rede municipal de ensino que têm deixado de participar das atividades lúdicas e pedagógicas preparadas pelos professores para chegar às famílias por meio dos grupos de Whatsapp criados em cada turma ou de materiais impressos entregues pelas unidades escolares?

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Depois de identificar aquelas crianças que estão fora da nova rotina criada a partir do dia 07 de abril devido à suspensão das aulas presenciais, as escolas têm procurado entrar em contato com as famílias – cerca de 16% do total de mais de 11 mil alunos da rede – para saber o real motivo da falta de adesão ao programa de educação à distância.

Sem ignorar o quanto a quebra da rotina criou enormes dificuldades para grande parte dos pais que trabalham fora de casa, a secretária municipal de Educação, Cleusa Marchezan De Marco, manifestou sua preocupação em relação ao problema na manhã desta segunda-feira, 01, no Paço Municipal, ao participar de uma entrevista coletiva para tratar das aulas à distância e dos preparativos para a volta às aulas presenciais.

“Vivemos um momento de muita angústia e de muita incerteza para toda a população de Lucas do Rio Verde. Sabemos que mães e pais precisam trabalhar e muitas vezes não têm onde deixar seus filhos e isso também nos angustia muito. Nós, da Secretaria Municipal de Educação, procuramos dar nossa contribuição para conter a contaminação pelo vírus trabalhando com as famílias e cuidando do desenvolvimento das crianças em suas próprias casas ao propor atividades à distância. Precisamos que os pais apoiem essas atividades e façam disso um momento de integração da família, de conhecimento e de união para assegurar que o desenvolvimento das crianças não fique prejudicado pelo afastamento da escola”, conclamou a secretária.

Segundo ela, ainda não existe uma data certa para o retorno às aulas presenciais e qualquer decisão nesse sentido terá que levar em conta a saúde e a total segurança das crianças e dos profissionais que atuam nas unidades escolares. “Constituímos uma comissão para um estudo, porque em algum momento teremos que voltar às aulas presenciais, elaboramos protocolos de segurança para todas as unidades escolares e, apoiados pela Secretaria de Saúde, também temos um cronograma de formação de todos os profissionais sobre os protocolos de saúde que serão aplicados quando houver a volta às aulas presenciais. Não temos uma data ainda para retornar, mas só retornaremos com toda a segurança de saúde para as nossas crianças e profissionais da Educação”, observa.

Também presente na entrevista coletiva, a presidente do Conselho Municipal de Educação (CME), Michelene de Araújo Britto, disse que o órgão responsável pela normatização do sistema municipal de ensino e também da oferta de educação infantil da rede privada tem trabalhado conjuntamente com a Secretaria Municipal de Educação durante a pandemia para normatizar as aulas remotas.

Conforme fez questão de ressaltar, tudo está sendo feito coletivamente e de acordo com as normas que regem a legislação educacional nacional, estadual e municipal, desde o momento da elaboração até o momento em que a atividade chega para o aluno, seja por meio do Whatsapp ou por meio de material impresso para aquelas crianças que não têm acesso à internet. “Convém deixar bem claro o quanto essas aulas remotas são muito importantes para o desenvolvimento educacional das crianças não só porque mantêm o vínculo com a aprendizagem e a escola durante o período em que durar a quarentena, mas também porque elas serão computadas como aulas dadas. Então, todas essas atividades comprovam que o aluno está tendo acesso à educação”, explica.

Ela também chama a atenção dos pais para o fato de que a falta de participação dos filhos nas atividades online ou impressas elaboradas pelos professores é um indicativo de que não estão tendo acesso à educação e a falta de atividade desenvolvida será computada como falta às aulas e será inclusive registrada no sistema. “É por isso que não voltamos à atividade de maneira facultativa. Muitos pais questionam o fato de que o comércio está aberto e as escolas não estão funcionando. A partir do momento que as escolas abrirem suas portas, o aluno que não comparecer terá falta e ele precisa ter pelo menos 75% de comprovação de atividades pedagógicas para ser aprovado no ano letivo”, adverte.

A coordenadora da Assessoria Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, Hosana Caetano, a coordenadora do Núcleo Tecnológico, Márcia Bottin Barbosa, e a gestora da Creche Menino Jesus, Zulma Viola, também participaram da entrevista coletiva.


Amazonia 03 de Junho