Consumo de etanol despenca 60% em Mato Grosso

Com a redução na demanda, o preço do combustível também teve queda.

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Com a pandemia do novo coronavírus, as pessoas estão circulando menos e, com isso, o consumo de etanol caiu. O diretor executivo do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindalcool), Jorge dos Santos, afirma que a queda nas vendas de etanol é de aproximadamente 60%.

Com isso, o preço do combustível diminuiu. “Nos obrigou a uma redução de preços brutal para conseguir manter a nossa atividade, pagar os nossos empregados e manter as atividades das indústrias. Há toda a preocupação com o fator humano e com a qualidade de vida”, explica.


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Houve queda também no setor automobilístico. Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), em Mato Grosso, em abril as vendas caíram 45% em relação a março.

Em todo o Brasil, no comparativo entre abril e março, houve uma redução de 64% na comercialização de veículos leves, ônibus e caminhões.


Também houve queda nas vendas de máquinas e equipamentos usados no campo.


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Segundo dados da Associação dos Fabricantes dos Veículos (ANFAVEA), a indústria teve que reduzir a produção à queda nas vendas.

A colheita do milho já começou no final de abril. Os produtores deram início ao corte da cana-de-açúcar que deve seguir até outubro em Mato Grosso.

Na região oeste, estão concentradas usinas e áreas de cultivo de cana-de-açúcar. Nesta safra devem ser moídas quase 16,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. O volume é 3% menor se comparado com a safra passada.

De acordo com Sindalcool, mesmo com a produção menor que a safra passada não significa que o volume de etanol e açúcar será menor em 2020.

A previsão é produzir 3,7 bilhões de litros de etanol e 408 mil toneladas de açúcar, o que representa a mesma produtividade da temporada passada.

Segundo o sindicato, as empresas estão tomando os cuidados necessários para evitar a proliferação da doença.

Uma empresa de Barra do Bugres, por exemplo, disponibilizou mais ônibus para transportar os trabalhadores. Os cuidados com a higiene pessoal também aumentaram e até um comitê foi criado para conter a pandemia e proteger os 1.145 colaboradores.

“Nós conscientizamos todos os funcionários sobre essa nova doença em forma de diálogo de segurança, em forma de banner. Na área de trabalho foram disponibilizados todos os sinais e sintomas da doença e a qualquer sinal, o colaborador precisa procurar o ambulatório”, afirma a médica do trabalho Sílvia Sansão Bertolo

Além da cana, Mato Grosso tem grande produção de etanol de milho. Ainda este ano, as obras de três usinas devem ser finalizadas até novembro, mas para que elas entrem em operação, é preciso que o mercado e a demanda voltem a ficar ao normal.



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