Comunidades e povos tradicionais recebem doações de cestas básicas e kits de higiene pessoal

A campanha do Governo de Mato Grosso foi idealizada pela primeira-dama Virginia Mendes e esta sendo operacionalizada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania

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- Foto por: Jana Pessôa/Setasc-MT

Povos tradicionais e comunidades carentes de Cuiabá foram beneficiadas pela campanha “Vem Ser Mais Solidário – MT unido contra o coronavírus”. Foram entregues à Associação Estadual de Etnia Cigana de Mato Grosso e a Comunidade de Terreiro do bairro Pedra 90 o total de 250 cestas básicas com kits de higiene pessoal e de limpeza, na sexta-feira (15.05).

A ação é idealizada pela primeira-dama Virginia Mendes e operacionalizada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

As entregas foram acompanhadas pela secretária-adjunta de Direitos Humanos da Setasc, Salete Morockoski, e repassadas diretamente aos representantes das instituições. O público prioritário é de pessoas em situação de extrema pobreza.

“As doações buscam contribuir para a garantia da segurança alimentar das famílias carentes das comunidades e povos tradicionais. Atender esse público, que muitas vezes fica à margem e precisa de uma atenção especial é a nossa prioridade”, destacou a secretária adjunta.

A Associação Estadual das Etnias Ciganas de Matogrosso (AEEC-MT) atua na realização de atividades e projetos que buscam consolidação da valorização e conservação das culturas e identidades ciganas, combatendo o racismo, preconceitos e a exclusão social. Em Mato Grosso há 300 pessoas da comunidade cigana espalhadas por vários municípios, concentrados em Tangará da Serra, Cuiabá e Rondonópolis.

Conforme a assistente social da AEEC-MT, Terezinha Alves, com os impactos do desemprego devido a pandemia, a associação tem buscado parcerias para solucionar problemas emergenciais e suprir as comunidades com alimentação básica e de higiene pessoal.

Na Comunidade de Terreiro do Bairro Pedra 90, as doações ajudaram 230 famílias. O objetivo deles é preservar e realizar cultos das religiões de matriz africana e afro-brasileiras. As comunidades de terreiro são espaços de acolhimento e de aconselhamento de grupos historicamente excluídos.

Para a representante do comitê, Joice Lombardi, devido a comunidade ser compostas por pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social, a ação é necessária para enfrentar os impactos da pandemia.

“Atendemos a comunidade com o trabalho assistencial, distribuindo sopão, cestas básicas, cobertores, roupas, sapatos, entre outros. Abraçamos essa oportunidade da primeira-dama do Estado para complementar os nossos serviços de mediação e encaminhamento das cestas às famílias que precisam”, destacou.

Outras entregas

O Grupo Fraterno da Associação Espírita Joanna de Ângelis foi outra entidade beneficiada com a Campanha Vem ser Mais Solidário.  A entidade é uma casa de apoio que atende mensalmente 30 famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade social. No local há um projeto multidisciplinar que desenvolve ações com os pais e filhos, cuja abordagem está relacionada aos aspectos da cidadania: sociais, econômicos e espirituais.

O atendimento às famílias também considera entregas de cestas básicas e lanches durante o período das atividades e dinâmicas que são desenvolvidas pelos colaboradores e voluntários.

A presidente da Associação, Sandra Paiva Fonseca, explica que o objetivo da entidade é resgatar a dignidade e elevar a autoestima e autoconhecimento das pessoas assistidas. “Acolhemos as famílias com alimentação, projetos, oficinas, artesanatos e atividades que desenvolvam a criatividade”.

Ela pontua que as doações ajudarão os chefes de família que ficaram desempregados por causa da crise econômica. “Agradecemos pelo apoio neste momento delicado que vivemos. Temos pessoas aqui que ficaram sem renda, por isso não temos como pagar neste período de emergência”, pontuou.

Como é o caso da família da Laura Cristina da Silva, que foi uma das beneficiadas pela campanha. Com a chegada da pandemia o marido foi dispensado do trabalho. Sem renda e com seis filhos, Laura relata que a situação ficou bem difícil.

“Essa associação abriu as portas para minha família, tudo que eles me proporcionam é maravilhoso, se não fosse as doações estaríamos passando necessidade. Os alimentos vão aliviar um pouco essa tensão”, disse.

A Associação Amigos do Bairro Santa Terezinha e Guto Leão também foi contemplada. De acordo com a presidente, Maria José Nascimento, a ONG sobrevive por meio de doações advindas dos órgãos públicos e pessoas comuns que atuam também como voluntários.

“Nesses dias não estamos nos reunindo por causa da pandemia, mas as doações de alimentos não podem parar. São com essas doações que conseguimos manter a sobrevivência das famílias, agradeço de coração a todos envolvidos”, disse.

A Associação Amigos do Bairro Santa Terezinha e Guto Leão é um programa voluntário composto por 135 famílias carentes da comunidade. A entidade realiza no último sábado do mês o “Encontro Geral da Comunidade”, incluindo idosos, adultos, jovens, crianças e as mães com filhos pequenos. No local são oferecidas orientações, atividades lúdicas e palestras com temas que envolvem toda a comunidade em geral. A entidade recebeu 155 cestas básicas com alimentos não perecíveis e kits de higiene pessoal e de limpeza.


Amazonia 03 de Junho