Mato Grosso é o único Estado que construiu 210 leitos definitivos

Custo por leito definitivo do Hospital Metropolitano é de R$ 78,5 mil, bem inferior aos R$ 450 mil estimados em hospital de município fluminense, cuja estrutura é temporária

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O Hospital Metropolitano contará com 238 leitos clínicos e 40 leitos de UTI definitivos - Foto por: Christiano Antonucci

O Governo do Estado investiu R$ 16,5 milhões na ampliação do Hospital Metropolitano, que passa a contar a partir desta quinta-feira (14.05) com 278 leitos definitivos para atender aos pacientes da Covid-19. Ao invés de construir hospitais de campanha, cujas estruturas são temporárias, para atender aos pacientes do coronavírus, o Estado optou pela ampliação de unidades hospitalares já existentes.

São 238 leitos clínicos e 40 leitos de UTI definitivos, sendo 210 totalmente novos, dos quais 180 são leitos clínicos e 30 de UTI. As obras começaram em 23 de março, portanto, com prazo de conclusão inferior a dois meses.


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Em outros Estados vários hospitais de campanha, para atendimento emergencial aos infectados, foram, e estão sendo, construídos no país – São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belém, Fortaleza, Recife, Goiânia e em municípios de região metropolitana, como em São Gonçalo, vizinho de Niterói (RJ).


Comparativo Hospital Metropolitano X Hospitais de Campanha
Créditos: Reprodução

A um custo unitário de R$ 78,5 mil por leito, clínico ou de UTI, o valor investido pelo Governo de Mato Grosso é bem inferior, por exemplo, aos R$ 90 milhões previstos na construção de 200 leitos temporários do Hospital Metropolitano de São Gonçalo, no Estado do Rio de Janeiro, ainda não concluído.


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Ou seja, cada leito da unidade fluminense tem o custo unitário de R$ 450 mil, mais de cinco vezes o valor investido no Hospital Metropolitano de Várzea Grande, que após a pandemia permanecerá para garantir melhor atendimento à população.

Também no Estado do Rio de Janeiro, porém na capital, o Hospital de Campanha Parque dos Atletas, com 200 leitos, tem custo superior ao várzea-grandense. Com investimento de R$ 50 milhões, cada leito ficará em R$ 250 mil. Por enquanto, somente 80 leitos, dos quais 40 UTIs, estão atendendo. A previsão de conclusão total é 22 de maio.

Da mesma forma, o Hospital de Campanha Lagoa-Barra, também na capital carioca, no Leblon. Os 200 leitos previstos (apenas 30 leitos, dos quais 10 UTIs, estão concluídos) custarão R$ 45 milhões – R$ 225 mil por leito.

Em Salvador, a prefeitura municipal investiu R$ 30,4 milhões no Hospital de Campanha Wet’in Wil. Inaugurado na terça-feira, 12, cada um de seus 50 leitos e 40 vagas de enfermaria custou R$ 337,7 mil.

O Governo Federal também investiu em um hospital de campanha, em Águas Lindas, no Estado de Goiás. A obra teve custo total de R$ 15 milhões para 200 leitos e com previsão de entrega em 21 de maio. O custo por leito é de R$ 75 mil para atender aos pacientes do coronavírus de Goiás e do Distrito Federal.