Kalil anuncia barreira sanitária contra o coronavírus e não descarta ‘lockdown’ em BH

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Foto: Reprodução / TV Globo

O prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD) anunciou, nesta segunda-feira (11), que a capital mineira terá 13 barreiras sanitárias a partir da próxima semana. Segundo ele, servidores da Secretaria Municipal de Saúde, agentes da BHTrans e Polícia Militar vão parar carros e ônibus na entrada da cidade para verificação das condições de saúde de quem quer acessar BH. Kalil voltou a pedir para que as pessoas fiquem em casa e não descartou possibilidade de lockdown.

“A população de Belo Horizonte tem 3 anos e meio que me conhece, não espantem se Belo Horizonte for trancada, não espantem”, disse o prefeito. “É o povo que vai determinar a abertura ou o lockdown de Belo Horizonte”, completou.

As barreiras sanitárias estarão nas principais entradas de Belo Horizonte e vão verificar a temperatura das pessoas que estiverem entrando em Belo Horizonte. Os 13 pontos ainda não foram divulgados.

Reabertura do comércio

O prefeito voltou a dizer que a reabertura do comércio em Belo Horizonte está previsto para dia 25 de maio, se os moradores da cidade respeitarem o isolamento social. E voltou a criticar quem anda sem máscaras nas ruas: “Toda vez que ver alguém sem máscara é um idiota, egoísta, só pensa nele”, disse.

E comentou sobre as cenas de aglomerações em restaurantes vistas em Nova Lima, após a decisão do prefeito Vítor Penido, de flexibilizar o comércio na cidade. “Na Guerra, existem erros”, declarou. “Nova Lima imediatamente entrou em ação, entrou pesado e duro”, completou, ao mencionar o decreto publicado neste domingo (10), que prevê proibição de venda de bebidas alcoólicas em restaurantes, colocação de mesas na calçada e determina permanência máxima de clientes por uma hora.

Pacientes de outros estados

Alexandre Kalil disse que BH está “importando doentes” de outros estados. Segundo o prefeito, são cinco do Pará, um do Rio de Janeiro, um do Espírito Santo e dois de São Paulo. “A Secretaria de Saúde está entrando em contato com a Anvisa, porque parece que a Vale resolveu realmente que Minas Gerais é o cemitério preferido dela. A maioria vem de Carajás, do Pará, onde está a grande exploração do Brasil e do minério. Então, eu quero dizer que estas ‘fake news’ que estão espalhadas, que nós estamos tomando providências. Avisar a Vale que aqui não é cemitério. Se eles tiram dinheiro lá que invistam lá, porque têm muito dinheiro”, afirmou.

Às 20h10, a Vale informou, por meio de nota, que, durante a pandemia, permite aos funcionários a transferência para o município de origem e, àqueles que estão doentes, a possibilidade de tratamento fora de domicílio em centros de referência particulares. Ainda de acordo com a mineradora, no caso de trabalhadores com sintomas ou confirmação de Covid-19, todos os protocolos exigidos pelo Ministério da Saúde são adotados.

Kalil disse que nunca conversou com o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivela, ou de São Paulo, Bruno Covas,sobre receber pacientes das cidades dos estados vizinhos e disse se sentir ofendido que pacientes dos estados venham para a capital mineira. “Todo dinheiro que foi posto aqui é para a nossa população que está se sacrificando”, falou.

Investimentos contra a Covid-19

O prefeito disse que Belo Horizonte tem, só para pacientes com Covid-19, 214 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 524 de enfermaria. “E temos à disposição mais 688 UTIs e 1516 enfermarias, para ativar em curtíssimo tempo”, disse. Além disso, a cidade contratou 900 profissionais e tem 17 ambulâncias para transporte exclusivo de pacientes com a doença.

Kalil também reforçou que a partir desta terça-feira (12) começa a distribuição de mais de 2 milhões de máscaras para a população.

Segundo o prefeito, estão sendo investidos mais de R$ 70 milhões por mês só no combate a Covid-19.

Foram disponibilizadas mais de 620 mil cestas básicas entre famílias de crianças matriculadas na rede municipal, moradores de vilas e favelas e ocupações. Fora as cestas básicas, foram distribuídas 700 mil refeições e seis mil kits de higiene.


Amazonia 03 de Junho