Grávida de oito meses, esposa de Márcio Araújo revela apreensão: “40% do pulmão comprometido”

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O vice-campeão olímpico de 2008 no vôlei de praia, Márcio Araújo, vive dias complicados após contrair a Covid-19. O ex-atleta sofre com os sintomas da doença desde a semana passada. Após o diagnóstico, Márcio fez uma tomografia e confirmou que 40% do pulmão estava comprometido. Com dificuldades de respirar e sem leito de UTI disponível no hospital, ele voltou para casa. Em casa, o medalhista se isolou em um quarto para evitar contato com a esposa Juliana Araújo, grávida de oito meses, e as filhas Mirela, Júlia e Melissa.

– Eu me senti triste e apreensiva por conta das meninas. Eu fiquei fazendo comida e deixando para ele na porta do quarto. Batia na porta e ele abria e pegava. Me comunicava com ele pelo celular. Sempre crendo que Deus está cuidando dele e que ele vai melhorar. Eu e as meninas não temos nenhum sintoma e acredito que agora que ele está cuidando da respiração, que era o pior para ele, ele vai ficar bom, sim – compartilha.

Márcio conseguiu ser hospitalizado no domingo, após uma piora no quadro. O medalhista, que havia utilizado as redes sociais no sábado para falar sobre o diagnóstico e expor a situação em que se encontrava, publicou em sua conta o relato em que reclama da pouca oxigenação e agradece o apoio de todos. Juliana conta como se deu a busca por um leito.

– Semana passada nós estávamos na Taíba, em uma casa de praia, e o Márcio teve febre, voltamos e ele foi para o hospital. O doutor medicou ele e disse que provavelmente ele estaria com Covid-19. O médico passou o teste, ele fez e deu positivo. De quinta para sexta, ele passou muito muito mal, foi ao hospital particular, a médica pediu a tomografia do pulmão e viu que estava 40% comprometido. Ele disse que estava com muita falta de ar, pediu para ficar internado porque não estava se sentindo bem e a médica disse que não ia internar, que ele tomasse corticoide e voltasse para casa. Ele voltou, mas passando mal – relembra.

O drama se seguiu durante dias. Márcio chegou a relatar uma certa melhora, mas a dificuldade de respirar persistiu e o levou a procurar mais uma vez vaga para internação.

– Ele queria ter ficado internado, mas mandaram ele voltar para casa. Acredito que não tinha leito. Ele ficou passando mal, ontem ele estava com uma dificuldade muito grande de respirar. Ele foi para o hospital e conseguiu um quarto lá. Ele está recebendo oxigênio, fez exames e está sendo bem tratado. Falei com ele hoje e ele disse que está bem melhor, está recebendo o tratamento. O médico falou que, como o pulmão dele está comprometido, ele ia ficar no mínimo uma semana internado – conta.

Mesmo com o marido em recuperação e recebendo os cuidados médicos, Juliana segue apreensiva por conta do cenário na capital cearense, um dos lugares mais afetados pelo novo coronavírus. Grávida de oito meses, ela aguarda o nascimento do bebê, marcado para junho, e teme que a situação nos hospitais se agrave ainda mais.

– Essa é a minha maior preocupação, porque vou ter a bebê no próximo mês e tenho medo de como vão estar os hospitais, se vão estar lotado. Meu maior medo é na hora do parto, de pegar alguma coisa, de contaminar a bebê, me contaminar… Mas creio em nome de Jesus que até próximo mês a curva tem baixado, que a doença seja controlada e que não tenha tanta gente doente. Tenho muito medo de contaminação na hora do parto – expressa.

– Marquei com minha obstetra de ter o bebê no hospital, por enquanto está marcado assim. Ainda vamos definir a data, mas é entre o meio e o final de junho. Estou torcendo muito que as pessoas melhorem e que a curva diminua, que todo mundo tenha paz. O plano é ter no hospital e ser cesárea para ser mais rápido – revela.

Juliana faz também um pedido especial.

– Estou pedindo oração pela vida dele, pela recuperação dele, porque é um momento de fragilidade não só para ele, mas para toda a família.


Amazonia 03 de Junho