Polícia Civil descarta sabotagem em contaminação nas cervejas da Backer e diz estar perto da conclusão do caso

A investigação ainda trabalha com a hipótese de negligência da empresa no processo de produção.

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Foto: Lucas Ragazzi/TV Globo

A Polícia Civil de Minas Gerais afirmou nesta quarta-feira (08) que sabotagem não é mais uma linha de investigação nas cervejas contaminadas da Backer. Segundo o delegado Flavio Grossi, a sabotagem não ficou evidenciada durante as investigações.

A polícia trabalha com a hipótese de a empresa ter sido negligente durante o processo de fabricação, mas não falou quais são as outras linhas de trabalho. O G1 procurou a cervejaria Backer e aguarda retorno.

Nesta quarta-feira (08) completam três meses que o inquérito foi aberto e a Polícia Civil afirma estar próximo a conclusão. São 42 casos investigados por intoxicação de dietilenoglicol presentes nas cervejas da Backer. Nove pessoas morreram, mas apenas quatro tiveram os resultados positivos para intoxicação. As demais vítimas ainda não tiveram o resultado dos exames.

Taxista continua internado após consumir a cerveja da Backer. A família afirma que o coronavírus tem atrapalhado o tratamento que é feito pelo SUS.


Nota das vítimas

A BACKER mais uma vez se utiliza de interpretações distorcidas para tentar indicar que está cumprindo ordem judicial, o que em verdade não está!! Mas a questão é simples: estaria o juiz da 23ª Vara Cível procurando bens da cervejaria se a decisão estivesse sendo cumprida? Obviamente que não.


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Todos os documentos para comprovar a intoxicação e os gastos já foram apresentados por parte das vítimas (um grupo de 13 vítimas até a presente data, que se habilitaram como assistentes do Ministério Público de Minas Gerais no processo judicial em curso). Tanto que, com base neles é que a Backer começou a custear as despesas de apenas uma das famílias.

E não são só essas vítimas que atuam no processo que devem ser amparadas pela Backer. São todas as famílias que, conforme é do conhecimento da Backer, já somam 42 vítimas efetivamente envenenadas e que foram listadas no Inquérito Policial que transcorre há 3 (três) meses investigando as responsabilidades criminais dos sócios da Backer.

[…] Não faz sentido que uma empresa que faturou 72 milhões em 2019, ter em fevereiro de 2020 só R$ 12.200 em suas contas bancárias.

E não foi o aumento do valor da ordem de bloqueio, de 5 para 50 milhões, que impediu a continuidade dos contatos para se cumprir a decisão judicial e fazer o pagamento das despesas emergenciais. Na conta da cervejaria foram encontrados apenas R$ 12.200. Agora, como subterfúgio, a Backer diz que cabe à Justiça indicar as fontes de custeio, e apresenta no processo judicial movido pelo Ministério Público uma séria de bens sem qualquer valor para que ocorra a efetiva venda e custeio das despesas das vítimas. […]

O grupo de empresas da família Khalil Lebbos possui 9 ou mais empresas. Onde foi parar todo esse patrimônio? Bloqueado na justiça não está.



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