Vítima de feminicídio aprendeu a se maquiar para esconder as marcas de espancamento, diz amiga

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Imagem do Google

A vítima de feminicídio Aline Gomes de Souza, de 20 anos, aprendeu a se maquiar para esconder as marcas de espancamento, disse sua amiga Jessika Silva, em uma postagem no Facebook. Segundo ela, a colega escondia muitas coisas da família e amigos, e acreditava que seu algoz poderia mudar.

Aline foi morta a facadas na noite de quinta-feira (2), no condomínio Chapada dos Bandeirantes, no bairro Chácara dos Pinheiros, em Cuiabá. Segundo testemunhas, o casal havia discutido por ciúmes. Os primeiros golpes de faca foram dados ainda dentro do apartamento. Na ocasião, a mãe do suspeito ajudou para que a vítima fugisse.
De acordo com a Polícia Civil, Aline correu até a guarita do condomínio para pedir ajuda, mas o criminoso a perseguiu e matou com vários golpes de faca nas costas. A jovem não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Já o suspeito fugiu, mas depois se entregou na Delegacia de Delitos de Trânsito (Deletran).

“A Aline sofreu muito na mão desse monstro por muito tempo , mas gostava muito dele, sempre acreditou na mudança dele mesmo passando por tudo que passou. Ela sofria muitas ameaças quando falava em separar dele, apanhava e quem conhece sabe o quando a família e amigos deram conselhos pra ela se separar dele. Ela escondia muita coisa de todo mundo, por isso não julguem alguém por isso, não fale nada sem pensar, porque às vezes a pessoa pode não querer desabafar por medo do que vão pensar ou falar delas”, lamentou Jessika no Facebook.

A amiga ainda afirmou que a traição, motivo dado pelo suspeito, não aconteceu, e que o casal estava separado. “Eles não estavam mais juntos, ele foi ver o filho. Ela morava em condomínio fechado e autorizou a entrada dele. Essa versão acima [da traição] é dele, claro, para a vítima sempre sair como ‘culpada’, e mesmo que houvesse traição não teria direito de tirar a vida de ninguém, a não ser  por legítima defesa”, completou.


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O assassino foi encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde foi autuado em flagrante pelo crime de feminicídio pelo delegado plantonista Marcel Gomes de Oliveira.


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