Quase 80% dos cuiabanos temem perder alguém para o coronavírus

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O número de cuiabanos com medo de pegar o coronavírus é de 66,1%, contra 27,9% dos que não temem, e 6% que não sabem ou não querem se manifestar. No entanto, quando a pergunta muda para quem tem medo de perder algum amigo ou familiar para a doença, o número salta para 79,2%, contra apenas 16% que não têm medo algum, e 4,8% que não sabem.

Nesta sexta-feira (3) foi anunciada a primeira morte em Mato Grosso pelo COVID-19, em Lucas do Rio Verde. Em todo o estado já são 41 casos confirmados e, no Brasil, 8165 (de acordo com as secretarias estaduais).


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A pesquisa que revela a percepção geral da população de Cuiabá a respeito da pandemia de coronavírus foi realizada pela ‘Analisando – Instituto de Pesquisas e Opinião Pública’, entre os dias 31 de março e 2 de abril. No total, foram realizadas 501 entrevistas, e a margem de erro é de 3 pontos, para mais ou para menos.

A análise é da socióloga e analista política Christiany Fonseca, professora de Sociologia no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), mestre em educação pela (UFMT) com ênfase em Sociologia do Trabalho. Atualmente é doutoranda em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR).


De acordo com os números, 88,6% dos cuiabanos acreditam que o coronavírus é uma doença que pode causar muitas mortes no país, enquanto apenas 6,4% pensam que isso é uma notícia falsa, e 5% não sabem ou não querem opinar.


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Ainda em relação às preocupações da população, 72,1% tem mais medo que as pessoas possam morrer infectadas, e 19,6% têm mais medo do impacto econômico, enquanto 8,4% não sabem ou não querem opinar.

Dos entrevistados, 38,9% tem entre 16 e 34 anos, e 61,2% tem mais de 35 anos. Além disso, 51,5% eram mulheres, e 48,5%, homens. A pesquisa foi realizada nas regiões norte, oeste, leste e sul da capital.



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