Frutas, legumes e verduras produzidas em MT têm queda nos preços; transportados de outros estados aumentam

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Foto: Seaf-MT

Os preços das frutas, legumes e verduras mais vendidas em Cuiabá diminuíram em março na comparação com fevereiro deste ano, conforme levantamento divulgado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), nesta quarta-feira (1°).

De acordo com a Central de Abastecimento de Cuiabá, que abastece o comércio atacadista e varejista de hortifrutigranjeiros da capital e interior, entre os produtos com preços menores estão berinjela, chuchu, jiló, pimenta-de-cheiro, quiabo, banana maçã e nanica, banana da terra, mamão formosa e a tangerina.


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A queda maior foi no jiló e no chuchu, com redução superior a 50%. Segundo a Central, na penúltima semana de fevereiro a caixa de 21kg de chuchu era vendida a R$ 60. Já nesta semana essa mesma quantidade era comercializada a R$ 25, representando uma diminuição de 58%. Já o jiló, que era vendido a R$ 70 a caixa com 15kg no mês passado, baixou para R$ 35.

Além deles, outros itens com queda significativa de valores estão a banana maçã, o mamão formosa e o quiabo, com redução de 30%, 35% e 37% respectivamente.


Segundo a Central de Abastecimento, a queda é reflexo das medidas tomadas nacionalmente para evitar a proliferação do novo coronavírus, que dentre as ações atingiu os principais frequentadores da Central, como proprietários de restaurantes, feirantes e distribuidores da merenda escolar nas escolas públicas.


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Atualmente, maioria dos clientes são de redes de atacado e proprietários de mercados de pequeno porte.

A Central avaliou que houve redução de 60% no movimento, após as medidas de prevenção adotadas no estado.

Alta

Em contrapartida, o alface americana, alho, batata, a cenoura, cebola, uva niágara e ovos tiveram um aumento considerável nesse período, segundo a Seaf-MT.

O aumento maior foi no preço da cebola, com alta de 48% em um período de 30 dias. De R$ 40 a caixa com 20kg saltou para R$ 60. Na sequência está o valor do alho, que subiu de R$ 180 a caixa com 10kg para R$ 260, representando alta de 45%. Em seguida aparece ainda a batata lisa e o alface, que subiram 40%.

De acordo com a secretaria, os itens que tiveram alta são os produzidos em outros estados e que nesse período de quarentena tem tido uma procura maior, em todo o país.

A Central de Abastecimento de Cuiabá recebe mercadorias de sete estados: São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

No local circula diariamente 250 toneladas de frutas, verduras e legumes, que representam 70% dos itens hortifrutigranjeiros consumidos no estado.

Prevenção

Por se tratar uma atividade essencial à população, o abastecimento na Central de Abastecimento de Cuiabá não foi interrompido. Para se adequar ao período, o espaço localizado no Distrito Industrial adotou medidas de prevenção ao coronavírus, como a redução da carga horária do funcionamento e descarga de mercadorias.

O local também não abre mais aos domingos, e o número de permissionários na Central foi reduzido, ficando apenas um ou no máximo dois por box.

Também foi disponibilizado álcool em gel para limpeza dos produtos e para a higiene.