Moradores de favelas desesperados e com fome começam a circular nas ruas

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COVID-19-cenariomt - coronavírus

Um dos maiores indícios de que o rápido avanço do coronavirus no Brasil poderia desencadear outros problemas parece que começa a surtir os primeiros efeitos. A grande questão da desigualdade brasileira que figura há anos nas temáticas políticas e socioeconômicas do país agora passa a ser um dos principais pontos de preocupação.

Moradores de favelas começam a ficar desesperados devido ao descaso próprio do Estado e já estão passando fome. Com isso, o primeiro movimento instintivo deles é ir às ruas. Neste cenário, muitos especialistas apostam que haverá uma verdadeira explosão de casos de contaminação do COVID-19 nas centenas de favelas e periferias brasileiras.

De acordo com reportagem feita pelo jornal Folha de São Paulo, a “realidade” brasileira é caracterizada por “armários vazios e barracos cheios de adultos e crianças que não frequentam às escolas, a qual lhes propiciava a merenda que, para muitos, é a refeição principal do dia.

E nas pobres casas também faltam itens importantes como, por exemplo, detergente, sabão, fraldas e papel higiênico. Isso sem contar que em muitas dessas residências a ventilação só acontece devido a existência de uma única porta principal, que é a da entrada.


Neste cenário, muitos moradores tomados pelo desespero começam a sair de suas casas atrás de seus parentes, amigos e entidades assistenciais para conseguirem alimentos. Fora o medo que alarmou geral, pois todos já ouviram que “quando o COVID-19 chegar no pobre vai ser um verdadeiro massacre”.


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Em comunidades como a de Canhema, em São Paulo, o sistema de delivery passou por transformações: a cerveja é passada pelo muro e o dinheiro é posto no chão como algumas das medidas rápidas para se evitar o contágio. Todos veem o amanhã como incerto e isso gera mais medo.