Indígena que morreu em Barra do Garças não estava com coronavírus, afirma secretário

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Foto: Reprodução

O secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, confirmou em entrevista online que a indígena que residia em Barra do Garças (distante 500km de Cuiabá) e morreu com suspeitas de estar com coronavírus, não faleceu por motivos do Covid-19.

Os exames feitos pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) apontaram que a indígena não contraiu o vírus. A notícia se espalhou pelo país, como a possibilidade de ser mais um caso de morte no país, e o primeiro de Mato Grosso. “Graças a Deus não tivemos morte por aqui. A indigena não morreu por coronavírus”, disse o secretário.

De acordo com uma nota emitida pela Secretaria de Saúde de Barra do Garças, duas indígenas, sendo mãe e filha,  buscaram atendimento na UPA  e a suspeita era de que elas teriam sido acometidas pelo coronavírus. Porém, uma delas apresentou melhora e foi liberada.

O outro caso foi mais grave e a vítima morreu horas depois de dar entrada na unidade de saúde. Pela suspeita, houve coleta de material e na quarta-feira (25), o resultado do exame descartou qualquer possibilidade da morte ter sido por coronavírus.

Outro caso descartado pelo secretário vem de Rondonópolis (distante 235km de Cuiabá). Na verdade são dois casos, que foram divulgados pela prefeitura  do município, sendo que um seria de uma mulher de 59 anos que havia retornado o Egito.

Vale lembrar que o laboratório que fez os dois exames atestando positivo são da rede particular. Agora, o Laboratório central do Estado testou negativo. Para dirimir as dúvidas e evitar um tratamento equivocado, Gilberto Figueiredo pediu que os resultados fossem enviados para o Rio de Janeiro (RJ) e novos materiais fossem testados. O secretário ressaltou que os resultados dos casos suspeitos levam de 24h a 72h para serem divulgados.

Desde o dia 19 de março, quando foi registrado o primeiro caso de coronavírus em Mato Grosso, os número só aumentam. De lá para cá, este número subiu para 9 casos confirmados e 269 suspeitos da Covid-19. A boa notícia é que no restante do País, desde o início das ordens de quarentena, houve uma queda no volume de crescimento de infectados pela doença.