Trabalhadores dos Correios denunciam ao MPT-MT que foram demitidos por cobrarem material de limpeza e teletrabalho

Segundo representantes do sindicato, desde que começou a pandemia do novo coronavírus, os trabalhadores têm alertado que a empresa é um potente transmissor do vírus.

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Três trabalhadores foram demitidos dos Correios depois que a categoria decidiu parar as atividades exigindo condições sanitárias de trabalho, liberação do grupo de risco dos terceirizados para trabalho remoto como já acontece com os efetivos (concursados) e revezamento de turnos.

A informação foi repassada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios, que apresentou denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a empresa nesta quarta-feira (25).


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Segundo representantes do sindicato, desde que começou a pandemia do novo coronavírus, os trabalhadores têm alertado que a empresa é um potente transmissor do vírus.

Dentre as acusações constam assédio, falta de condições mínimas de trabalho, falta de limpeza no início e no fim da jornada. Segundo o sindicato, existem agências na capital e principalmente no interior que estão há mais de um mês sem qualquer tipo de limpeza.


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Na tarde dessa terça-feira, os trabalhadores decidiram cruzar os braços exigindo os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), álcool em gel, luvas e máscaras, mas não foram atendidos.


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“Até agora a empresa forneceu, em pouca quantidade, álcool 70 e realizou as demissões”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Edmar Leite.

“Na quarta-feira da semana passada fomos avisados que os trabalhadore do grupo de risco poderiam fazer teletrabalho, mas no sábado fomos chamados para, a partir desta segunda-feira (23), retornar ao trabalho”, denunciou um trabalhador terceirizado.

Segundo ele, “os trabalhadores terceirizados não têm a mesma segurança dos trabalhadores concursados e por isso eles nos pressionam”.

O presidente do sindicato disse que apesar dos canais da empresa informarem que fornece os EPIs, álcool em gel e outros equipamentos, na realidade isso não acontece conforme imagens captadas no CTCE onde é possível notar os trabalhadores manuseando cartas e outros produtos sem uso de máscara e sem luvas.

Edmar Leite informou que além da denuncia no MPT, será ajuizada, ainda nesta quarta-feira, ação civil pública em defesa de todos os trabalhadores efetivos e terceirizados da ECT.