Prefeito anuncia 91% de redução nos usuários do transporte público e explica “relaxamento” de medidas

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O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) anunciou, no início da noite desta terça-feira (26), que o número de usuários do transporte público em Cuiabá foi 91% menor nesta segunda-feira (25) em relação à média na cidade. O chefe do executivo municipal agradeceu à população por ter “atendido” a seu pedido, mesmo que o decreto de paralisação dos ônibus tenha sido revogado por medida judicial.

De acordo com os números da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), a média de usuários do transporte público de Cuiabá é de 210 a 220mil usuários por dia. Na segunda-feira antes do decreto municipal, dia 16 de março, 210.078 pessoas utilizaram os ônibus da capital. Já nesta segunda-feira (23), apenas 19.493 foram transportadas, ou seja, 91% a menos.

Depois de publicar o decreto suspendendo 100% das atividades do transporte público na capital, Emanuel teve que modificar a ação quando a justiça decidiu atender ao pedido do Governo do Estado em manter o mínimo de 30% da frota do transporte coletivo. Na ocasião, ele disse, sem citar o governador Mauro Mendes (DEM), que é o momento de deixar de lado as antipatias pessoais, e pediu ao povo cuiabano que busque outra alternativa para não andar de ônibus.

Novo decreto

O prefeito ainda explicou, em sua transmissão ao vivo nas redes sociais, o motivo de ter publicado um novo decreto nesta terça-feira (24), modificando algumas de suas decisões anteriores. Segundo ele, as modificações serão constantes para “organizar Cuiabá para combater o novo coronavírus”.

Três pontos do novo decreto foram citados pelo prefeito. O primeiro deles foi em relação ao transporte de cargas de gêneros alimentícios ou de necessidades essenciais. “Como eu iria deixar fechado uma transportadora de atacado? Como ela iria atender os supermercados? Então tive que rever para garantir o abastecimento dos supermercados”, afirmou.

Em relação às oficinas mecânicas, o prefeito explicou que são essenciais para cuidar dos carros das pessoas que trabalham na saúde pública – incluindo ambulâncias – e de serviços privados, além dos carros da coleta de lixo e outros serviços essenciais do município.

Por fim, Emanuel também reiterou a necessidade de manter abertas as Casas Lotéricas, para não sobrecarregar os bancos e, portanto, evitar aglomerações, e também para assegurar o pagamento de benefícios sociais como seguro-desemprego, bolsa família, FGTS, dentre outros.