Casal e bombeiro militar querem adotar bebê encontrado em lote baldio, em Goiânia

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Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O bebê encontrado embaixo de chuva e num pé de manga no Setor Vera Cruz, em Goiânia, já tem duas famílias dispostas a entrar com processo de adoção, caso os pais ou parentes não sejam localizados. O casal que o encontrou e o bombeiro militar que participou do primeiro socorro médico se prontificaram a adotar a criança.

Em entrevista à TV Anhanguera, a dona de casa Janine Ricardo Rodrigues e o professor Francisco Cardoso, casal que o encontrou, e o sargento do Corpo de Bombeiros Jedson Pereira disseram, nesta terça-feira (25), que têm intenção de cuidar do bebê.


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O sargento disse que enviou uma foto da criança para a esposa seguida da mensagem: “Vou chegar em casa com esse bebê hoje [segunda-feira, 24]”. Segundo o militar, a mulher respondeu: “Pode trazer. Ele será muito bem cuidado”.

A dona de casa Janine Rodrigues rebateu. “Minha família também quer ficar com ele. Vamos ver como isso vai ficar”, respondeu, em tom descontraído.

Investigação

O delegado plantonista na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), Wladimir Freire, abriu boletim de ocorrência na noite de segunda-feira (24) com tipificação de crime provisória como “abandono de incapaz”, já que o caso será investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

“A delegacia que vai ficar a cargo da investigação é quem vai decidir, ao longo dos trabalhos, qual é a tipificação e o crime que ocorreu”, destaca Freire.

Ainda de acordo com o delegado, a polícia vai buscar imagens de câmeras de segurança locais e informações que ajudem a encontrar os pais da criança.

Resgate

O bebê foi encontrado na chuva embaixo de um pé de manga ao lado de um lote baldio, na madrugada de segunda-feira (24). O casal que mora ao lado do lote disse que ouviu o choro do bebê por volta de 1h e decidiu investigar de onde e de quem vinha o barulho. O bebê estava enrolado em uma manta – molhada em razão da chuva – e com uma mala cheia de roupas, pomadas, fraldas e cobertores.

“Tinha roupa, cuequinha, fraldas, pomadas. Tudo muito arrumadinho. Muito bem cuidado. Ainda dei de mamar para ele porque ele chorou”, relata Janine.

Ao escutar o choro, que aumentava conforme o desconforto da criança, o professor pensou que era um gato. “A gente não sabia o que era. Pensamos que era gato, mas o choro foi ficando mais alto. Nós saímos e encontramos a criança”, conta o professor Francisco Cardoso.

Antes de receber alta médica na noite de segunda-feira, o bebê foi avaliado por pediatras do Hospital Materno Infantil, em Goiânia. Por meio de nota emitida à época, a unidade hospitalar informou que ele mede 68 cm e pesa 9,2 kg. O comunicado diz que o bebê apresentava sinais de que era bem tratado e que seu estado de saúde é bom.