Mesmo com ‘superlotação’ de corpos no IML, diretor diz que não há previsão para novas contratações

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Mesmo com uma superlotação de corpos enfrentadas pelos servidores do Instituto Médico Legal (IML) de Cuiabá, não há previsão para que os aprovados no último concurso público sejam chamados por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal  (LRF). O Governo de Mato Grosso ultrapassou o limite prudencial e só poderá convocar, assim que gastar menos de 49% das receitas com folha de pagamento.

Com relação a demora na liberação dos corpos, o diretor Geral da Politec, Rubens Sadao Okada, classificou o ocorrido como um episódio atípico. “Foi uma situação atípica e quando há esse acumulo em demasia, tem esse problema liberar com mais celeridade. Saiu da curva, da normalidade, por isso aconteceu esse probleminha”, afirmou.

Existem mais de 147 cargos vagos para papiloscopistas e 24 para técnico em necropsia para todo estado de Mato Grosso, mas as nomeações não ocorrem. Conforme o diretor, não há previsão para que os aprovados sejam chamados.

“A gente está limitada às legislações. No momento a gente não pode colocar nenhum servidor para dentro do quadro em função dessas imposições legais, a não ser para repor. Assim que tiver essas possibilidades, a gente vai sim pleitear junto com o governador”, asseverou.

Atualmente, o IML possui duas viaturas funerárias, conhecidas como ‘Rabecões’, mas apenas uma equipe está apta para o trabalho, a cada 24h. O plantão para cada servidor é de 24h de trabalho e 96 por descanso.

A abrangência territorial vai além de Cuiabá. Por exemplo, na quarta-feira (19), quando houve a chacina com cinco mortes no município de Nobres (distante 132km de Cuiabá), dois técnicos saíram da capital rumo ao local do crime e, enquanto isso, o prédio ficou sem profissionais para uma possível segunda ocorrência.