Menina com doença rara recebe transplante de medula de irmã em SP

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Foto: Arquivo pessoal

A pequena Yasmim Marques Brito, de apenas 7 anos, recebeu nesta semana uma nova medula óssea, necessária para cura de uma doença rara. A menina de Cubatão (SP) foi diagnosticada pela segunda vez com leucemia mielóide aguda (LMA) – uma doença que geralmente acomete pessoas com mais de 55 anos. A doadora é a irmã mais nova da garota, Ana Lívia, de apenas 1 ano, que tem compatibilidade de 100%.

O transplante foi feito na última quinta-feira (20), quando a menina recebeu a medula da irmã, no Hospital do Graacc, em São Paulo. O local que traz esperança para a cura, foi onde ela também recebeu o diagnóstico nas duas vezes e passou pelas quimioterapias. A menina descobriu a doença em março de 2019, após apresentar manchas na membrana branca dos olhos.


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O tratamento realizado no Hospital do Graacc consistiu em cinco sessões de quimioterapia. Em agosto, a medula de Yasmim entrou em remissão, ou seja, parou de apresentar sinais de atividade da doença no sangue. A partir daí, ela precisou fazer acompanhamentos mensais para saber se a leucemia havia mesmo ido embora.

Em janeiro, a menina começou a reclamar de muitas dores nas pernas e, em um dos exames de rotina, foi surpreendida com a notícia de que a doença havia voltado. Em entrevista, a mãe Daniela Cristina Marques de Araujo Brito informou que a filha tinha apenas três meses para conseguir encontrar um doador compatível já que, de acordo com os médicos, ela não poderia passar por muitos ciclos de quimioterapia. Com a descoberta, a família de Yasmim passou a procurar por um doador 100% compatível e o encontrou na irmãzinha mais nova.

Na quinta, eles iniciaram a processo de cura de Yasmim. A mãe das meninas contou que a preparação foi um pouco invasiva na mais nova, já que ela teve de ser anestesiada para fazer o procedimento de coleta. “Ela ficou no centro cirúrgico cerca de duas horas. Quando saímos de lá, a Ana acordou batendo palminha. Parecia que sabia que estava salvando a vida da Irmã”, afirma Daniela emocionada.

Ana Lívia acordou agitada e queria ver a irmã, que já estava recebendo sua nova medula. A mãe explica que as células vêm em uma bolsa parecida com a de sangue e a infusão dura cerca de três horas. Durante o procedimento, a mãe colocou as duas irmãs deitadas juntas, que logo começaram a se abraçar e se beijar. “Foi emocionante demais. Quando a Yasmim estava recebendo a medula, eu falei para ela: ‘Filha, essa é a bolsinha da sua cura. Talvez você fique um pouco doente, mas vai melhorar logo’. Na hora ela ficou com os olhinhos cheios de água, toda emocionada”, conta a mãe.

Pós transplante

Neste domingo (23), a menina já chegou no estágio de aplasia medular, que é quando sua medula já não produz células sanguíneas suficientes, processo normal no transplante. Com isso, ela passou a sentir alguns efeitos colaterais, como enjoo e diarreia. Daniela afirma que ela está bem e que esses efeitos estão completamente dentro do normal, conforme previu a equipe médica.