Pode parecer insólito, mas é só a crua realidade, os fones de ouvido sem fio da Apple já produzem mais de U$S12.000 milhões. Esses pequenos aparelhos estão representando 10% do total dos ingressos da companhia e desde omelhortrato.com explicam como foi isso possível.

Quando o lançamento do “upgrade” dos já conhecidos Earpods era considerada em sua ideia original, ela consistia simplesmente em gerar dinheiro oferecendo um produto acessório que potenciasse a “experiência Apple”, quer dizer, aquele estilo de vida tecnológico promovido pela companhia da maçã. Com essa análise, é claro que foram surpreendentes os resultados que aqueles pequenos aparelhinhos acabaram gerando: um crescimento mantido interanual por cima do 125%, que nem os próprios analistas conseguiram imaginar lá em 2016. Aquilo que começou como um projeto de produzir maiores ingressos sem precisar de modificações do produto estrela- o iPhone- acabou virando um sucesso fora de série, ainda mais no último ano com uma venda aproximada de 60 milhões de dispositivos; nada mal né?


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Isso saiu melhor que a encomenda…

Então, para entender melhor a importância destes fones de ouvido, vamos dar uma olhada para o produto mais vendido da Apple: o iPhone. Desde o ano 2017 até hoje, foram vendidos perto de 215 milhões de dispositivos por ano. Com um valor aproximado de US$ 1.000 por cada aparelho, a média de ingresso anual atinge uns US$ 215.000 milhões, quer dizer, mais do 80% da faturação total da Apple.

Já nos AirPods, mesmo que a companhia não tenha publicado as cifras oficiais, existem algumas conclusões que os analistas de mercado elaboraram ao respeito das vendas estimadas desses pequenininhos nos últimos 3 anos: assim, em 2017, Apple vendeu aproximadamente 15 milhões de aparelhos com um preço por unidade de US$ 150, gerando um total de US$ 2,25 mil milhões. Nessa época, aquele valor significava apenas o 1% dos ingressos produzidos pelos Iphones.

Em 2018 os números ficaram mais interessantes para os altos funcionários da Apple. Com 35 milhões de pares vendidos ao mesmo valor do que o ano anterior, o produzido foram US$ 5,25 mil milhões, ou seja, o equivalente a 2,4% dos ingressos do telefone icónico da marca.

Assim, o assunto começou a se tornar relevante para os investidores quando, em 2019, foram vendidos perto de 60 milhões de earpods, só que além do grandioso aumento na quantidade das vendas, também os valores do produto mudaram por causa do lançamento do AirPod de segunda geração (US$ 200) e a versão “premium”, o AirPod Pro (US$ 250). Assumindo um nível de vendas equitativo entre os três modelos, o valor obtido com a comercialização dos AirPods foi de US$12.000 milhões o que significa para a companhia: um ingresso igual ao 4,5% do produzido pelo Iphone.

A indústria brasileira não tem como lidar com esses números

Cristian Rennella explicava: “a modo de exemplo no nível local, o valor gerado pelos AirPods é maior do que o produzido pelas Oi, Eletrobras e Lojas Renner juntas”; o CEO e cofundador do omelhortrato.com, resumia em poucas palavras as dimensões dos ingressos obtidos pela Apple somente com as vendas dos fones de ouvido em comparação com o produzido, em soma, pelas principais companhias do Brasil. Não é em vão que Apple é conhecida como a companhia mais valiosa do mundo.

O que esperar dos AirPods daqui em frente?

Sem dúvidas esses aparelhos chegaram para ficar, mas não tem garantidas as vendas constantes ou sempre ascendentes. É por conta da Apple elaborar uma boa estratégia de preços, criar um “ecossistema” de áudio completo fazendo com que os AirPods se tornem mais do que um fone de ouvido sem fio, seja adicionando características ou funções extras no iOS (até se fala da possibilidade de produzir um sistema operativo somente para AirPods). Trata-se de uma visão a futuro que, é claro, irá evoluindo de acordo com o comportamento do consumidor.