Dono da Havan detona projeto de Bezerra que cria Licença Menstruação

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O empresário Luciano Hang, que ficou conhecido nacionalmente pelo apoio ao presidente da República Jair Bolsonaro seguido de ataques ao PT e à esquerda em geral, usou as redes sociais para criticar o deputado federal mato-grossense Carlos Bezerra (MDB),  autor do projeto de lei conhecido como “Licença Menstruação”. A matéria, que tramita na Câmara dos Deputados desde 2017, prevê que as mulheres poderão faltar até três dias de trabalho todos os meses durante o período menstrual.

“Quanto mais direitos trabalhistas, menos empregos os brasileiros vão ter. Olhem só o Projeto de Lei populista ‘Licença-Menstruação’, de autoria do deputado Carlos Bezerra (MDB-MT). Se aprovado, todos os meses as mulheres poderão faltar até três dias de trabalho durante o período menstrual. Os empregos no Brasil estão voltando a crescer e a economia a prosperar, leis como essas atrasam o desenvolvimento. Imaginem aqui na @havanoficial, onde 85% dos colaboradores são as competentes mulheres, ou seja, são 18.500 mulheres. Pense no impacto gigantesco que teria na produtividade se todas elas faltassem todos os meses? E você, concorda com essa proposta da lei?”, postou Luciano Hang, apelidado por seus detratores de Véio da Havan,  na manhã desta terça (28). Às 13h, a postagem no Facebook tinha 14 mil curtidas, 10 mil comentários e 1,4 mil compartilhamentos.

Apesar da crítica a Bezerra, Luciano Hang é amigo de políticos e empresários de Mato Grosso. No último dia 10, esteve confraternizando com Blairo Maggi, Cidinho Santos e outros “figurões” do Estado em evento empresarial realizado em Santa Catarina, quando usou camiseta com a estampa “Lula cachaceiro, devolve meu dinheiro”.

Já Bezerra defende o projeto de lei afirmando que a “Licença Menstruação” já existe em países desenvolvidos como o Japão. Além disso, afirma que a matéria é importante porque “tira o foco da corrupção” e faz o Brasil “retomar o debate sobre o “bem estar social”. O emendebista também considera normal a reação contrária do empresariado, mas crê que as mulheres são favoráveis à proposta.