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As atividades do laticínio instalado no bairro Rio Verde em Lucas do Rio Verde-MT encerraram suas atividades alguns meses, após vários anos complicando a vida dos moradores que eram obrigados a conviver com o forte odor que exalava das lagoas de tratamento de rejeitos, resultado do processamento do leite.

A confirmação foi repassada pelo Secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Márcio Albieri, durante coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (26).

De acordo com o Secretário, neste ano de 2020 não foi renovado o alvará de funcionamento e a empresa responsável pelo laticínio está em fase de elaboração de projeto para construção de uma nova sede em local adequado, para evitar que o odor no processamento do leite, não mais seja incômodo para a população luverdense.

No final do ano de 2016 foi assinado um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta, entre a gestão passada com os responsáveis do laticínio, permitindo as atividades por mais três anos no local, finalizando no ano passado.

O laticínio foi construído em Lucas do Rio Verde pela antiga Cooperlucas e posteriormente negociado com a marca Lovara, que depois de alguns anos, arrendou o espaço para a COOPERNOVA Cooperativa Agropecuária Mista Terranova Ltda, da cidade de Terra Nova do Norte – MT.

A cooperativa há pelo menos seis meses estava mantendo o laticínio sem suas funções. A estrutura está atualmente sendo utilizada para o transbordo do leite produzido em Lucas do Rio Verde para que possa ser transportado para o município de Terra Nova.

Mesmo sem despejar novos resíduos nas lagoas, o mau cheiro continua perturba os moradores devido ao rejeito que ainda se encontra no local, como é o caso da senhora Benedita de Paula.

“Tem horas que é insuportável ficar em casa, principalmente depois das quatro da tarde. Inclusive minha filha, que tem um bebê recém-nascido, precisou mudar daqui. Meu netinho começou a vomitar muito e não conseguia comer. Esse cheiro incomoda demais”, comentou a moradora.

O Secretário de Meio Ambiente, Márcio Albieri, explicou, no entanto, que a empresa responsável pelo laticínio já protocolou documento na Secretaria Estadual de Meio Ambiente – SEMA – para iniciar o processo de desativação das lagoas.

“Não é simplesmente chegar e tampar as lagoas com terra. Tem toda uma questão que a legislação ambiental exige, tem toda uma burocracia e nós temos acompanhado isso. A população do bairro Rio Verde pode ficar despreocupada, pois em breve, não teremos mais essas duas lagoas aqui”, finalizou.