Brasil quer ampliar e diversificar comércio com mercado indiano

Representantes do governo brasileiro e empresários estão no país asiático para fechar acordos de cooperação e aproximar economicamente os dois países em diversos setores, como pesquisa e tecnologia e agronegócio

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Algodão está entre os dez produtos brasileiros mais exportados para o mercado indiano - Foto: Divulgação/MAPA

A Índia detém o segundo mais relevante mercado de consumo do mundo. Para ampliar e diversificar o comércio e a cooperação que o Brasil já tem com os indianos, representantes do Governo Federal e empresários brasileiros participam de uma série de encontros no país asiático. Os governos do Brasil e da Índia também tratam de cooperações oficiais, entre elas um acordo na área de saúde animal e melhoramento genético.

Nesta quarta-feira (22), o ministro da Pecuária, Pesca e Lácteos indiano, Giriraj Singh, em encontro com a ministra de Agricultura brasileira, Tereza Cristina, destacou a histórica relação entre os dois países no desenvolvimento da raça de gado Zebu e que a Índia procura parceiros para fomentar a produção de leite.


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Tereza Cristina reforçou o interesse do governo brasileiro em apoiar a implantação e operação de um Centro de Excelência de Produção Leiteira, que ajudará no melhoramento das raças e da produção, além de ajudar no incremento da rentabilidade dos produtores indianos.

Na próxima sexta-feira (24), o presidente da República, Jair Bolsonaro, assume a liderança da comitiva brasileira e participa da cerimônia de troca de atos e reunião com integrantes do governo indiano.

Encontros empresariais

Bolsonaro também estará na abertura do seminário India-Brazil Business Forum, na próxima segunda-feira (27). O evento é organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), com a parceria do governo e entidades empresariais indianas.

Ao menos sete projetos setoriais de promoção de exportações desenvolvidos pela Apex-Brasil, em parceria com o setor privado, tem hoje a Índia como mercado prioritário, entre os quais os de carnes suínas, frangos e ovos; suco de laranja; couros; alimento, acessórios médicos e cosméticos para animais; e o de etanol e derivados.

Cerca de 70 representantes de empresas brasileiras e de associações, de diversos setores, integram a missão Brasil na Índia. Desse total, há 16 empresas do agronegócio, como de carnes, frangos, suínos, etanol, algodão, feijão, pulses (lentilha e grão de bico) e cítricos. Eles terão a oportunidade de fazer visitas técnicas e conhecer empresários indianos.

Um dos encontros empresariais tratará de parcerias entre os dois países na área de segurança alimentar. Além de negociações para aumentar a oferta de produtos agropecuários brasileiros para o mercado indiano – que tem a segunda maior população do mundo (mais de 1,2 bilhão de pessoas), serão abordados o modelo produtivo brasileiro, a qualidade dos produtos, status sanitário e a sustentabilidade da produção.

Oportunidades na área energética também vão compor a agenda com empresários, com a discussão sobre o apoio do Brasil para o aumento da produção de etanol na Índia.

Balança comercial

Em 2019, as exportações agropecuárias para a Índia somaram US$ 676 milhões. Os dez produtos agrícolas mais vendidos foram: óleo de soja (bruto), açúcar de cana (bruto), algodão, feijão seco, pimenta piper (seca ou triturada em pó), óleo essencial de laranja, óleos essenciais, maçãs (frescas), sucos e milho.

As importações resultaram em US$ 85 milhões no ano passado. Os produtos indianos mais comprados foram: óleos essenciais, cominho (semente), cebola, chocolate e preparações à base de cacau, sementes oleaginosas (com exceção da soja), ração para animais domésticos, óleos vegetais, hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos, muciloginosos e espessantes, e substâncias de animais para produtos farmacêuticos.

Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária, e Abastecimento