A Região Oeste da Bahia vem ao longo dos últimos 30 anos crescendo de forma gradual e significativa comprovado em índices ligados ao Produto Interno Bruto (PIB) e ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Com duas estações de chuvas bastante definidas, com pluviosidade média de 1.200 milímetros de chuva por ano; solo plano, enriquecido ao longo dos anos diante da fertilidade; e do trabalho incansável dos produtores na aplicação de tecnologia em parceria com institutos de pesquisas ligados ao poder público e à iniciativa privada, a região tem garantida a sua sustentabilidade, baseada em uma das maiores produtividades do Brasil na produção de culturas como soja, milho e algodão.

 


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Graças ao pacote tecnológico, desenvolvido para a fertilização e melhorias no teor de matéria orgânica, aplicado aos solos do cerrado, a região conquistou o título de maior produtividade de algodão não irrigado do Mundo, e com qualidade da pluma internacionalmente reconhecida. Os agricultores baianos, por meio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) defendem a adesão da tecnologia de irrigação para garantir mais produtividade, com incremento da produção de grãos, verduras, hortaliças e de frutas, por pequenos, médios e grandes produtores, o que vai permitir mais desenvolvimento socioeconômico para os municípios do Oeste da Bahia.

 

Segundo as associações, a agricultura irrigada na região não chega aos 8% da área produtiva da região, ao utilizar somente 192.000 hectares de um total de 2,4 milhões de hectares. Esta área irrigada contribui com 34% do Valor Bruto da Produção Agropecuária. “Caso a irrigação seja utilizada de forma inteligente, racional e com base em rígido controle técnico-científico, a região pode atingir um novo ápice produtivo sem que, para isto, seja necessário aumentar a quantidade de terras”. As entidades reforçam ainda sobre a necessidade do uso sustentável da irrigação na agricultura para potencializar toda a estrutura e demanda de tecnologia e de mão de obra já existente na região. A irrigação, que pode ser utilizada independente da escala de produção, possibilita ainda a diversificação da matriz agrícola do Oeste da Bahia, ao trazer novas culturas à região, a exemplo de hortaliças e fruticultura, gerando, assim, mais emprego e renda.

 

Fonte: Assessoria de imprensa/Abapa