Pivetta lamenta cassação e promete seguir passos de Selma no Senado

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Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Convicto em disputar as eleições suplementares que irão definir o novo senador de Mato Grosso, o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) mirou no eleitorado da senadora cassada Selma Arruda (Pode), que venceu o ultimo pleito em primeiro lugar, com mais de 670 mil votos. E embora estejam em partidos que atuam em campos ideológicos diferentes, o pedetista se disse “representado” pelo trabalho que Selma vinha desempenhando e prometeu, se eleito, dar continuidade ao seu legado integrando, inclusive, o movimento “Muda Senado”, que é contrário à gestão do atual presidente, Davi Alcolumbre (DEM).

“Para mim foi uma surpresa, eu me sentia muito bem representado pela senadora Selma”, disse Pivetta, ao ser questionado sobre a cassação de Selma, durante entrevista ao programa A Notícia de Frente, da TV Vila Real.


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“Eu estou determinado a ser candidato ao Senado para ser um senador reformista. Um senador do Muda Senado. É por lá que nós vamos conseguir fazer os grandes avanços. É no Congresso Nacional. É por isso que decidi, que na altura da vida que estou, não tem nenhum lugar que eu não posso servir melhor o meu Estado do que lá”, continuou o vice-governador.

Pivetta, que desde o início da gestão no Estado estava distante dos holofotes e das discussões partidárias, passou a reaparecer em eventos oficiais em dezembro do ano passado, quando comunicou aliados que pretendia disputar a eleição suplementar.

A decisão do vice-governador pegou a todos de surpresa e complicou a vida do governador Mauro Mendes (DEM), que naquela época mantinha apoio a uma eventual candidatura de Carlos Fávaro (PSD), com quem dividiu palanque nas eleições de 2018.

O pedetista, então, entrou em contato com o ex-senador Cidinho Santos (PL) e com o ex-deputado federal Adilton Sachetti (Republicanos), convidando-os para compor a chapa como suplentes.

Nos bastidores, Selma e Pivetta já teriam fechado acordo. Os dois têm como inimigo político em comum Carlos Fávaro e, segundo rumores, a senadora cassada estaria disposta a se aliar ao vice-governador, ainda que ele seja filiado a um partido de esquerda, para não ter que ver o desafeto assumir sua cadeira.

À época, a reportagem entrou em contato com Selma, que negou a aliança e disse que não falaria sobre o assunto enquanto ainda estivesse no cargo. Selma permanece senadora até que o Senado volte do recesso e o presidente Davi Alcolumbre oficialize sua cassação.

Na entrevista desta segunda-feira (20), Pivetta rasgou elogios à atuação da então parlamentar. “Tenho simpatia por ela, pelo trabalho que vinha desenvolvendo. Eu acho que Mato Grosso perdeu. Mato Grosso e o Brasil perderam bastante, na minha opinião. E foi diante do que aconteceu que me senti mais motivado para encarar esse desafio. Eu já vivi o bastante para saber que nós precisamos enfrentar esses problemas estruturais que o Brasil vive. Acabar com o privilégio, combater a corrupção e desburocratizar o setor público, que é aí onde se esconde boa parte da corrupção”, finalizou.