México tenta se livrar de avião presidencial e pode recorrer a rifa

Avião de luxo com suíte presidencial está à venda por US$ 130 milhões, mas o governo não acha interessados e pode recorrer a saídas criativas

0
Mario Guzmán / EFE - 17.1.2020

presidente do México, Andrés Manoel López-Obrador, tem um problema de US$ 130 milhões (cerca de R$ 541 milhões) parado em um hangar da capital: é o avião da presidência, um Boeing 737-800 Dreamliner que ele tenta vender desde que assumiu o governo, em dezembro de 2018.

A aeronave chegou a ser enviada para os EUA ano passado, numa tentativa de achar possíveis compradores, mas não foi vendida. Com isso, López-Obrador afirmou, na última sexta-feira (18) que pode ser obrigado a rifar o avião.


-Continua depois da publicidade ©-

“Me ajudem”, brincou López-Obrador, durante uma coletiva de imprensa na Cidade do México. “Não é fácil fazer essa venda, porque se o presidente do país não vai usar, qual empresa vai usar um avião assim? A verdade é que ele é um excesso, não deveria existir”.

Em sua versão normal, o avião tem capacidade para até 300 passageiros, mas após a reforma encomendada pelo antecessor, Enrique Peña-Nieto, ganhou uma suíte presidencial completa e consegue transportar 80 pessoas. Segundo especialistas, uma nova reforma para transformar em uma avião comercial ficaria muito cara.

Outras opções

Na coletiva, o presidente mexicano disse que recebeu uma oferta para vender o avião por US$ 125 milhões (R$ 520 milhões) para um empresário que preferiu se manter anônimo. Ele, no entanto, disse que espera que o interessado chegue ao valor pedido, para que os cofres públicos não tenham prejuízo.

Outra opção que o México tentou foi trocar a aeronave pelo valor equivalente em equipamentos médicos, como ambulâncias, máquinas de tomografia e raio-x, entre outros, mas não houve resposta por parte do governo norte-americano.

Por fim, existem outros caminhos, mas que exigem coordenação maior. Um deles seria vender o veículo para um grupo formado por 12 das maiores empresas mexicanas, com cada uma delas pagando US$ 11 milhões (cerca de R$ 46 milhões) para formar uma “sociedade”. Outro seria colocar a aeronave para ser alugada.