Mauro deseja que Pivetta continue vice, mas diz deixá-lo livre para buscar Senado

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Mayke Toscano

O governador Mauro Mendes (DEM) diz que saberá respeitar a decisão do vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) se ele realmente optar por disputar a vaga ao Senado, que será deixada pela senadora cassada Selma Arruda (Pode).

Os dois já conversaram sobre o assunto, mas o democrata não esconde que seu desejo é que o companheiro de Governo permaneça em suas funções no Palácio Paiaguás.

Pivetta já conversou comigo, eu sempre sou alguém que respeita a vontade das pessoas, se for o desejo dele de concorrer ao Senado, eu saberei respeitar. O meu desejo é que ele pudesse continuar, porque ele é um grande companheiro, um grande político, uma pessoa honesta, dedicada, que tem contribuído muito com o Governo. Por enquanto, temos que aguardar o andar da carruagem para tomar definições“.

Apesar disso, na semana passada, Mauro assinou um pedido elaborado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) que foi impetrado junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir que o 3º colocado ao Senado nas eleições 2018, o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) assuma de forma provisória a vaga de Selma, até que se realize a eleição suplementar. A Suprema Corte ainda não decidiu sobre o assunto.

Mato Grosso não pode ficar subrepresentado. Não pedi pela posse do Fávaro, mas pelo terceiro colocado, consequentemente, Fávaro. Os Estados só possuem isonomia no Senado com três representantes cada um. SP tem 60 deputados federais e nós só temos 8, então precisamos do equilíbrio. A vaga no Senado seria assumida enquanto não ocorre a nova eleição, essa tese vai ser analisada pelo STF e é plausível e com grande fundamento”, justifica.

Na conjuntura envolvendo a eleição suplementar, Mauro tem ficado em verdadeira saia justa, visto que além de seu vice, outros partidos que compõem seu arco de aliança também pleiteam lançar candidatos ao Senado.

Dentro do DEM, Mauro também enfrenta divisões, sendo que a Família Campos se aproxima do prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB), seu adversário político, para articular a disputa na eleição suplementar. Em relação a isso, Mauro avalia não existir nada de grave. “A conversa na política é natural. O cidadão tem o direito de conversar com quem e sobre o que quiser. E o político é um cidadão”.

A situação tem gerado a especulação de que Mauro já teria cogitado sair do DEM e se filiar ao Aliança pelo Brasil, partido que está em processo de fundação pelo presidente Jair Bolsonaro. Nos bastidores, a informação é que o democrata chegou a ser convidado para liderar o novo partido, em Mato Grosso. “Puríssima especulação política. Em nenhum momento, a partir de quando entrei no DEM, eu fiz meia cogitação de sair do partido”, pontua.


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