Brasil é líder mundial no combate à tuberculose

Nos próximos três anos, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, presidirá a organização internacional Stop TB Partnership, que atua para eliminar a tuberculose

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O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, desembarca, nesta segunda-feira (9), em Jacarta, na Indonésia, para assumir a presidência do Conselho da Stop TB Partnership, instituição internacional que busca eliminar a tuberculose no mundo. O Brasil segue na liderança mundial do combate à doença que está entre as 10 principais causas de morte em todo o mundo, com cerca de 10 milhões de novos casos anualmente.

Por aqui, no ano passado, foram diagnosticados 75 casos novos da doença em brasileiros, com cerca de 4,5 mil vítimas fatais.


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“Eu aceitei um desafio que me foi colocado, mesmo sabendo das dificuldades que o cargo me impõe de Ministro da Saúde para coordenar mundialmente a Stop TB. No Brasil, conseguimos, graças à parceria com os secretários estaduais e municipais de saúde, cerca de 80% de tratamentos completados”, destacou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

A tuberculose tem cura e tanto o diagnóstico como o tratamento são ofertados no Sistema Único de Saúde (SUS), sem custos aos cidadãos. Mas, para alcançar a cura, é preciso completar o tratamento que dura, em média, seis meses.

Com o mandato de três anos na Stop TB, o Brasil, por meio do ministro Luiz Henrique Mandetta, tem a missão de ser porta-voz da luta mundial contra a tuberculose para reduzir a circulação da doença até 2035, meta defendida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Stop TB

A instituição é reconhecida como um órgão internacional único, com capacidade de alinhar atores em todo o mundo na luta contra a tuberculose. Com cerca de 1.700 representantes em mais de 100 países, inclui governos, organizações internacionais, agências de pesquisa e financiamento, além de fundações e ONGs.

Participam, atualmente, do conselho da instituição o ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Motsoaledi, e o diretor executivo do Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária, Peter Sands.

Casos no Brasil

No país, em 2018, foram diagnosticados 76.228 casos novos de tuberculose, o que corresponde a um coeficiente de incidência de 36,6 casos para cada 100 mil habitantes. O número representa cerca de um terço de todos os casos registrados na região das Américas. Entre 2009 e 2018 houve queda média anual de 0,3% no coeficiente de incidência da doença.

O Brasil tem conseguido avanços significativos no cuidado e tratamento da tuberculose. O país atingiu as Metas dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) de enfrentamento à tuberculose, que previa reduzir, até 2015, o coeficiente de incidência e de mortalidade da doença em 50% quando comparado com os resultados de 1990.

Alguns grupos estão mais suscetíveis a desenvolverem a doença, como as pessoas que vivem com o HIV que têm cerca de 25 vezes o risco de desenvolverem tuberculose ativa quando comparado a pessoas que não têm o vírus. Isso acontece por causa da fragilidade do sistema imunológico. Além disso, também são mais vulneráveis população em situação de rua (56x), pessoas privadas de liberdade (28x) e indígenas (3x).


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