Laterais e organização tática: Júnior analisa Flamengo na Libertadores

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Campeão do torneio em 1981 concede entrevista exclusiva falando sobre o que levou o Rubro-Negro tão longe e projetando a decisão contra o River Plate-ARG


A ansiedade já toma conta, os nervos já estão à flor da pele. Torcedores contando os dias e as horas. No próximo sábado (23), às 17h (horário de Brasília), o Flamengo entra em campo para o capítulo final da Copa Libertadores da América de 2019. Um sonho de toda uma geração rubro-negra a um passo de se tornar realidade. O adversário? Nada menos do que o atual campeão River Plate, da Argentina. Apesar disso, um jogo sem favoritos. Pelo menos é o que garante o ídolo Júnior, campeão do mesmo torneio com o time da Gávea em 1981.

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Jogador que mais vezes vestiu a camisa rubro-negra, com 874 partidas disputadas, Leovegildo Lins da Gama Júnior – ou só Júnior – concedeu entrevista exclusiva ao site da CBF e analisou o desafio que o Flamengo terá pela frente em Lima, no Peru, local da decisão continental. Para o ex-camisa 5, a organização tática do time comandado pelo português Jorge Jesus é um dos motivos de já ter chegado tão longe.


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– Taticamente, a grande diferença do Flamengo em relação aos outros times é que consegue fazer uma marcação muito organizada, em qualquer zona do campo, principalmente na saída de bola do adversário. Time muito compacto e agressivo na recuperação da bola – afirmou o ídolo, que atualmente é comentarista.

– O jogo do Flamengo é baseado no coletivo, onde algumas peças se destacam. Bruno Henrique, os laterais e o Gerson, quando jogam bem, o time funciona – enfatizou.

Apesar dos elogios ao Flamengo, Junior acredita que a tarefa de conquistar a Libertadores pela segunda vez na história do Flamengo não será nada fácil. Para ele, o treinador flamenguista deve manter o que tem sido feito até agora, mas também fez questão de enumerar as qualidades do time de Marcelo Gallardo.

– O River que vimos na primeira partida contra o Boca, sem dúvida, é o River que o Flamengo vai encontrar. Ótimo toque de bola, muita movimentação dos homens de meio-campo e luta constante na recuperação da bola. Não acredito que o Jesus vá mudar um jeito de jogar que, nestes cinco meses, deu muito certo. Seria um risco muito grande – disse, antes de completar:

– Não tem favorito, 50% para cada lado. Os detalhes vão decidir a partida.

 

Tendo atuado nas duas laterais ao longo da carreira, Júnior ressaltou a importância das chegadas de Rafinha e Filipe Luís ao elenco do Flamengo. O Maestro crê que o Rubro-Negro não estaria no mesmo nível sem as contratações de ambos.

– Acho que eles foram responsáveis pela subida de produção da equipe pela experiência e qualidade técnica. Sem dois laterais dessa categoria, acho que seria quase impossível chegar ao patamar que o time chegou – comentou, respondendo, em seguida, se os jogadores são os principais de suas respectivas posições na América do Sul:

– Sem dúvida são os melhores laterais/apoiadores, pois muitas vezes se tornam meio-campistas – completou.