Coopereça é a primeira cooperativa escolar de Mato Grosso

Alunos de 7º e 8º anos fundaram a entidade originada de um projeto-piloto que poderá ser levado para outras unidades da rede

0

 

Foram necessários pouco menos de dois meses para que o sonho de criar a primeira cooperativa escolar de Mato Grosso virasse realidade. Na tarde de sábado, 16, no Auditório dos Pioneiros, um grupo de 21 estudantes participou da assembleia de fundação da Cooperativa Escolar da Eça de Queirós, a Coopereça, uma iniciativa resultante da parceria entre a Prefeitura de Lucas do Rio Verde, por meio da Secretaria Municipal de Educação, e o Sicredi Ouro Verde.

--
-Continua depois da publicidade ©-
--

O Conselho Administrativo será formado por Ana Luiza Ferreira Serafim, presidente, Julia Giachini, vice-presidente, Eduarda Vitória de Almeida, 1ª secretária, Ivanna Pipper Vianna, 2ª secretária; Talyssa Cláudia Meirelles, 1ª tesoureira; Guilherme Schwig Faciochi. 2º tesoureiro; Mariana Ribas Srefanello, diretora de Divulgação e Cultura; Giulia Beatriz Oliveira Carvalho, diretora de Produção; e Maria Eduarda Pozzera, diretora de Consumo.

De acordo com o edital de convocação, a assembleia tinha o objetivo de apreciar e aprovar o estatuto da Coopereça, aprovar a logomarca da cooperativa, fazer a eleição do Conselho Administrativo e do Conselho Fiscal e ainda cuidar de outros assuntos. Integrante da comissão de fundação,  Raquel Belló Riguetti foi a mestre de cerimônia do evento.


-Continua depois da publicidade ©-

O diretor Tiago Moro lembra que em maio do ano passado participou de uma comitiva que visitou Nova Petrópolis/RS, considerada a Capital Nacional do Cooperativismo, para conhecer fundamentos teóricos e aspectos práticos da proposta já em curso em mais de uma centena de instituições de ensino daquele estado. “Conhecemos esse trabalho bem a fundo e junto com o Sicredi e a Secretaria Municipal de Educação trouxemos para Lucas do Rio Verde. Os estudos vinham sendo feito desde agosto deste ano e dá para ver que estes alunos levaram a sério e estão bem empolgados. O objetivo central deles é o aprendizado, o espírito de liderança, a autonomia e o protagonismo escolar”, pontua.

Com a responsabilidade de ser a primeira presidente da Coopereça, Ana Luiza Ferreira Serafim, de 13 anos, salientou o curto espaço de tempo em que foi concluído o processo de fundação da entidade. “Normalmente, uma nova cooperativa demora um ano ou mais até ser formada e a gente conseguiu fazer isso em pouco mais de dois meses. Conheci colegas novos e com certeza este aprendizado nós vamos levar para a vida inteira”, declara.

Na opinião do prefeito Luiz Binotti, o incentivo ao cooperativismo dentro do ambiente escolar fará com que os alunos não só desenvolvam o espírito solidário e de coletividade como também impulsionará o sentimento de empreendedorismo. “Esta é mais uma semente que está sendo plantada em nosso município que vai gerar muitos frutos. Dá para ver aqui o entusiasmo das crianças ao fazer uma reunião de trabalho para discutir o estatuto e fundar oficialmente a Coopereça e certamente todos vão ganhar com isso”, afirma.

A secretária municipal de Educação, Cleusa Marchezan De Marco, ressalta que o próprio documento curricular reforça questões como cidadania, democracia, participação coletiva e empreendedorismo. “Este projeto-piloto, que será desenvolvido na Eça de Queirós com o apoio do Sicredi, permite colocar em prática todos esses princípios. Assistimos aqui hoje uma aula de protagonismo destes estudantes que emociona, porque é exatamente isso que nós queremos, que eles sejam protagonistas, que liderem e que manifestem suas opiniões”, observa.

“É motivo de satisfação e de muito orgulho participar da assembleia de fundação da primeira cooperativa escolar do estado e a gente já pode perceber como é importante a participação dos alunos para que eles possam aprender. Na verdade, este projeto é um laboratório daquilo que foi vivenciado no Programa A União Faz a Vida e que agora será colocado em prática”, destaca o presidente do Sicredi Ouro Verde, Eledir Pedro Techio.

Além do suporte técnico dado pelo pesquisador e assessor para cooperativas escolares, Everaldo Marini, que veio especialmente de Nova Petrópolis para acompanhar o processo de formação da Coopereça, os alunos integrantes de 7º e 8º anos contam com o apoio da professora Neusa Maria Dallabrida de Almeida, escolhida para ser a orientadora do projeto-piloto, que, se tiver êxito, deverá ser levado para outras unidades da rede municipal de ensino.