CGE apresenta metodologia de atuação ao controle interno do Ceará

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Auditores da Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) detalharam, na sexta-feira (14.11), por videoconferência, a auditores da Controladoria Geral do Ceará (CGE-CE), a metodologia dos trabalhos de controle preventivo e auditoria na aplicação dos recursos públicos no âmbito do Governo de Mato Grosso.

O material sobre o planejamento e a execução dos trabalhos da CGE-MT já haviam sido repassados por meio eletrônico no mês de setembro. Após a análise, a CGE-CE solicitou à CGE-MT uma reunião por videoconferência para esclarecer dúvidas e obter outras informações sobre a metodologia utilizada para selecionar os objetos de atuação e o Plano Anual de Auditoria e Controle.

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O interesse em conhecer a forma de atuação da CGE-MT partiu do próprio órgão de controle interno do Ceará, com base em notícias divulgadas na mídia, na publicação dos produtos no site da Controladoria de Mato Grosso e em trocas de informação no âmbito do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci).

A coordenadora de Auditoria Interna da CGE-CE, Ana Luiza Felinto Cruz, destacou que a ideia é que as informações e o material compartilhados sirvam de inspiração para o aperfeiçoamento das atividades da CGE-CE, ressalvadas as devidas necessidades e particularidades da Controladoria nordestina.


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“Estamos pesquisando metodologias de planejamento de auditoria para servir de modelo para a CGE-CE, tendo em vista a reestruturação administrativa pela qual o órgão passou recentemente. Nessa pesquisa, a metodologia usada pela CGE-MT se destacou pelo grau de maturidade do trabalho desenvolvido”, comentou Ana Luiza.

O plano de atividades da CGE-MT prioriza a atuação preventiva e orientativa, em atendimento aos padrões internacionais de controle interno e às metas do planejamento estratégico da Controladoria de Mato Grosso.

Mais do que detectar problemas, a ideia é identificar as causas das distorções, apresentar sugestões de melhoria dos controles existentes e monitorar o cumprimento das providências corretivas.

“Nossa diretriz estratégica é minimizar o esforço para detectar os problemas e priorizar a identificação de causas e riscos, bem como priorizar a busca por soluções para a melhoria da gestão pública”, destacou o secretário adjunto de Controle Preventivo e Auditoria da CGE-MT, José Alves Pereira Filho.

 

A seleção dos órgãos e das atividades objetos de avaliações de controle interno e de auditoria leva em conta o índice de significância estabelecido com base na conjugação dos critérios de relevância social, valor financeiro, risco e oportunidade.

“Como os recursos públicos são limitados, precisamos direcionar o trabalho de auditoria e controle aos alvos certos”, salientou o superintendente de Controle em Gestão Sistêmica da CGE-MT, Paulo Farias.

Para o secretário-controlador geral de Mato Grosso, Emerson Hideki Hayashida, a cooperação entre os órgãos de controle é essencial à maximização dos resultados, principalmente para evitar desperdícios, desvios e má gestão de recursos públicos.

“Cada órgão de controle tem sua potencialidade. Se juntarmos todas elas, formaremos um todo muito mais forte contra o erro, a falha e a fraude no serviço público. Precisamos unir forças para dar um melhor resultado à população, ou seja, contribuir de forma mais efetiva para a melhoria da prestação dos serviços públicos”, disse Hideki.

O secretário Executivo da Controladoria e Ouvidoria Geral da CGE-CE, Marconi Lemos, finalizou a reunião agradecendo a disponibilidade da CGE-MT em compartilhar a metodologia de atuação. “Passamos por uma reestruturação recente, estamos com áreas novas, equipes novas, com disposição de encarar os novos desafios. Essa troca de informação foi importante para nós, pois estamos com perspectivas de que podemos realizar bons trabalhos”, encerrou.

Além da CGE-CE, a CGE-MT já compartilhou sua metodologia de atuação com os órgãos de controle interno dos Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo e dos municípios de Niterói (RJ) e Rio Branco (AC).