Contra a França, Brasil Sub-17 mostra que o futebol é dos valentes

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No duelo entre duas das camisas mais pesadas do futebol mundial, triunfou a Seleção Brasileira

O futebol nunca foi um esportes para covardes. Uma partida tem pouco mais de 90 minutos, pelo menos 22 jogadores e milhares de coisas podem acontecer dentro de campo. Questões táticas, técnicas, tudo isso importa. Mas o que a Seleção Brasileira Sub-17 mostrou nesta quinta-feira é que, se não houver coragem, nada disso importa.

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Pense nos grandes craques da história do futebol. Todos eles são corajosos por natureza. Um jogador covarde não tenta algo diferente. Diante do risco de errar um drible ou passe em profundidade, não faz nada. Prefere a jogada mais segura e menos efetiva, se eternizando no esquecimento do torcedor.

Agora, pense nas grandes jogadas da história do futebol. Todas elas são frutos de alguém que, um dia, acreditou. O drible, por exemplo, é um pequeno ato de coragem. É olhar nos olhos do adversário, confiar em si mesmo e na própria capacidade de deixá-lo para trás.


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Foi justamente assim que a Seleção construiu sua vitória. Coragem é, mesmo diante de adversários mais altos, não desistir da bola dentro da área, até ela sobrar para Kaio Jorge. Coragem é ganhar na corrida do francês, se antecipar, jogar na frente, ganhar no ombro e cruzar evitando a saída. Não é, Daniel Cabral? Coragem é receber uma bola aos 43 do segundo tempo, cortar para o lado e classificar o Brasil para a final de uma Copa do Mundo.

O futebol quase sempre castiga os medrosos. Os que fogem do jogo, que não se interessam a todo o tempo, que fazem da vitória um mero acaso. Não foi o caso do Brasil nesta quinta e o campo retribuiu.