Santa Rita do Trivelato é destaque como boa gestão por pesquisa da Federação Firjan

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A pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) apontou que Santa Rita do Trivelato esta classificada como de boa gestão. Conforme avaliação da federação, Trivelato é um dos municípios de Mato Grosso que estão em situação melhor que a média nacional. A pesquisa foi divulgada na terça-feira (05).

Além de Santa Rita do Trivelato, aparecem como destaque os municípios de São Félix do Araguaia, Alto Garças, Santo Antonio do Leste, Castanheira, Nova Canaã, Tabaporã, Sapezal e Nova Bandeirantes. A lista segue com uma classificação de 69 municípios do estado.

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O estudo aponta que os municípios em destaque de Mato Grosso estão em situação melhor do que a média nacional das cidades brasileiras. 55% dos municípios estão com índice acima de 0,5 no índice de gestão fiscal. Dos 141 municípios Mato-Grossenses, 128 foram avaliados, lembrando que 13 não enviaram os dados para a Secretaria do Tesouro Nacional.

Conforme a pesquisa, foram avaliados 5.337 municípios brasileiros. A classificação foi elaborada com base no Índice Firjan de Gestão Fiscal, que analisa as contas  baseadas em dados enviados pelas prefeituras ao Tesouro Nacional. O indicador leva em conta os critérios: liquidez, gastos com pessoal, autonomia e investimentos. A metodologia aplicada para a pontuação de 0 a 1 se baseia nos itens: gestão de excelência, boa gestão, gestão crítica e gestão em dificuldade financeira.


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Dados da pesquisa indicam que 35% dos municípios brasileiros não se sustentam e 74% estão em situação crítica. Muitos não têm autonomia financeira devido a arrecadação insuficiente. O estudo  demonstra ainda que um percentual de 35% das prefeituras no país, gastam mais que 54% da receita corrente líquida com pessoal, limitando de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal-LRF.

Há poucos meses Santa Rita do Trivelato já foi destaque no ano de 2019 como um dos seis municípios de Mato Grosso entre os 50 melhores PIB (Produto Interno Bruto), do país. No estado o município ocupa o 2º maior PIB de Mato Grosso. Segundo os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística  (IBGE), último divulgado em 2016, dos 141 municípios, Santa Rita do Trivelato ocupa o 18º colocação do ranking nacional. 

O prefeito Egon Hoepers diz que o resultado da pesquisa são reflexos dos investimentos adequados dos recursos do município. ‘‘Aqui em nossa cidade procuramos aplicar os recursos, a maioria de oriundo de recursos próprios, para prestar o melhor serviço à população e na sua qualidade de vida. Temos recentemente inaugurado obras importantes no município, como a ciclovia, tratamento do saneamento básico, pavimentação de avenidas e ruas, iluminação pública, reforma da praça da saúde, pista de MotoCross, dentro outras que estão em inicio da obra e reformas, tudo fruto desses investimentos. Aqui procuramos atender da melhor maneira possível todas às secretarias’’, ressalta Egon.

O presidente da AMM, Neurilan Fraga, destacou a importância da pesquisa para avaliar a gestão fiscal. São os municípios, que recebem a menor parcela de recursos na partilha do bolo nacional de tributos, e que acumulam mais atribuições. Ele frisou que os gestores esperam muito a mudança no Pacto Federativo, pois os recursos repassados, são insuficientes para garantir a saúde, educação e infraestrutura. “Além disso o subfinanciamento dos programas federais afeta o orçamento das prefeituras, que são obrigadas a arcar com mais recursos para o funcionamento dos PSFs,  transporte e merenda escolar. Mesmo diante de tantas dificuldades, as prefeituras ainda conseguem manter a folha salarial em dia”,  concluiu o presidente da AMM.

Na avaliação do consultor técnico da AMM, o economista Vivaldo Lopes, de 2014 a 2017, houve queda do emprego, renda e arrecadação. A União aumentou as obrigações para os municípios, mas não garante a contrapartida financeira. Segundo ele, o que levou os municípios a uma situação de desequilíbrio é a forte recessão econômica que se instalou no país neste período. “A retomada do crescimento e a nova redistribuição da receita, poderá mudar este quadro. Um bom exemplo, é a distribuição dos recursos do pré-sal. Com o resultado do leilão, os  municípios de Mato Grosso vão receber cerca de R$ 200 milhões. Isto dará um grande incremento na receita”, disse ele.