Adolescentes aprendem sobre socialização e prevenção do ato infracional em projeto do Creas

Durante os encontros, os jovens participarão de palestras e rodas de conversa com psicólogo

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Cerca de 40 adolescentes estão participando do projeto “Prevenir para não punir”, desenvolvido pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). O objetivo é promover palestras e rodas de conversas sobre socialização e prevenção do ato infracional.

Os estudantes, menores de 18 anos, fazem parte do Programa Jovem Aprendiz, realizado pelo Instituto Padre João Peter. Os encontros são realizados uma vez por semana na sede da instituição, divididos em duas turmas.

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O projeto é desenvolvido pelo psicólogo Liancarlo Araújo e nasceu como uma extensão do trabalho realizado pelo serviço de Medida Socioeducativa em Meio Aberto, no Creas. Entre os assuntos a serem levados ao debate estão o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), atos infracionais, medidas socioeducativas, entre outros.

“O grande foco desse trabalho é a prevenção, com relação a ato infracional, processo de responsabilização, cumprimento de medidas socioeducativas e tudo que envolve esse cenário de ato infracional. Quando falamos de adolescentes, nós falamos de vários fatores que são importantes, como família, escola, amigos, trabalho, como iniciação profissional, tudo que tem a ver com isso, e nosso trabalho é fomentar e compartilhar a experiência com Medida Socioeducativa em meio aberto”, explica Liancarlo.


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O estudante Renan Vieira, de 15 anos, já trabalha como auxiliar administrativo em uma farmácia e está participando do projeto. “Aqui nós aprendemos coisas novas, sobre segurança no trabalho, sobre direitos e deveres do cidadão, e isso faz muita diferença na minha vida, na escola, família e no trabalho também”, comentou.

Jane Nicole dos Santos, de 17 anos, estudante do 1ª ano, também trabalha como auxiliar administrativo e destacou a importância de participar de ações como esta. “O curso é o momento que a gente pode errar porque aqui a gente vai aprender bastante e trocar experiências para quando acabar esse tempo a gente já vai saber e entender o que fazer, além de ter mais confiança. Quero continuar estudando e fazer faculdade nessa área administrativa porque eu gosto muito do meu serviço”, disse a jovem.

Neste primeiro encontro, foram abordados os aspectos do cotidiano infracional, pontos específicos do ECA sobre direitos básicos e ainda responsabilização. Nos próximos encontros serão discutidas ainda medidas socioeducativas, impacto social, comunitário, familiar e individual do ato infracional na vida do adolescente.

“A proposta é mostrar a problemática e impacto social gerado quando o jovem escolhe cometer o ato infracional. Não dá para dizer que existe um único fator que leve o adolescente a cometer um ato infracional, mas o trio – família, educação e trabalho – é fundamental na prevenção”, pontuou o psicólogo.