UFMT discute criação do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros em Rondonópolis

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Foto: UFMT/Divulgação

Um encontro vai discutir, nesta segunda-feira (14), em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, a constituição do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (NEAB), na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O debate será em torno de questões étnico-raciais, especialmente as que atingem diretamente à população negra e povos indígenas, e também conhecer com mais profundidade a realidade desses setores sociais no município.

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Aqueles que se identificarem com o campo de estudos poderão integrar o grupo de pesquisadores que desejam transformar seus saberes, vivências e descobertas em publicações que combatam qualquer forma de racismo e desigualdades sociais.

O esforço em trazer o NEAB para a cidade consiste em colocar a sociedade para pensar sobre ideias e situações que ao longo da história foram sendo consideradas normais e, por isso, pouco discutidas. Por exemplo, quantos governantes, artistas, juízes de direito ou, então, médicos negros ou indígenas você conhece? Por que a maioria dos moradores dos bairros periféricos são negros ou indígenas? Quando você imagina uma pessoa bonita quais características físicas ela possui? É branca e tem cabelos lisos? Apesar de haver negros indígenas em posições de destaque na sociedade, ainda são poucos ou raros.


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A defesa da vida e dos direitos de negros e indígenas é o objetivo principal das pesquisas a serem realizadas pelos membros do NEAB.

A intenção é desenvolver diretrizes para a implementação do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e filiar os novos pesquisadores do NEAB junto a Associação Nacional de Pesquisadores (as) Negros (as) (ABPN).

Para isso, a participação popular é fundamental, porque o tema mexe as garantias constitucionais básicas, como inserir nos conteúdos escolares a importância de combater o racismo, desde xingamentos e outras violências até a falta de oportunidades de educação, saúde, moradia e trabalho para que negros e indígenas saiam da vulnerabilidade.

O evento é realizado pelo grupo de estudos “Coletivo Negro: racismo, segregação, encarceramento e genocídio no Brasil” em parceria com o Movimento Negro de Rondonópolis.

A comunidade acadêmica e em geral terá oportunidade de discutir uma temática que apesar das leis 19.639 de 2003 e 11.645 de 2008 obrigarem sua inclusão nos currículos oficiais de toda rede de ensino brasileira, ela ainda é pouco trabalhada.

O encontro que debaterá a instalação do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (NEAB) será nessa segunda-feira, 14/10/2019, às 19:30, no anfiteatro do campus da UFMT de Rondonópolis. A entrada é de graça.