Kron Gracie evita previsão para “luta difícil” contra Cub Swanson: “Ninguém tem bola de cristal”

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O cartel impecável é composto por cinco vitórias por finalização – quatro no primeiro round. Entretanto, Kron Gracie, adversário de Cub Swanson, na co-luta principal do UFC Tampa, nos Estados Unidos, sábado, evita dar um palpite para o seu confronto, válido pelo peso-pena.

Em entrevista Kron, que enfrentará um adversário com 36 duelos de MMA no currículo, optou por não cravar o resultado do duelo.


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– Vamos ver como vai ser, não sou muito de prognóstico, de falar esse tipo de coisa. Ninguém tem bola de cristal para saber, essa é a beleza da luta. Se Deus quiser vai dar tudo certo, está tudo nas mãos de Deus. (…) Minha expectativa é fazer uma boa luta, treino para isso há muito tempo, fui criado para lutar. A vida de um guerreiro é assim.

Desta vez, Kron Gracie sinalizou que não teve a participação tão efetiva de Nate Diaz, afinal, o americano tem embate marcado contra Jorge Masvidal, em novembro. O faixa-preta de jiu-jítsu rasgou elogios ao falar do amigo que, inclusive, o acompanhou em sua estreia vitoriosa, em fevereiro, contra Alex Caceres, no UFC Phoenix.

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– O Nate vai lutar três semanas depois da minha luta, então está no camp dele. Eu fiz a maior parte (do camp) em Los Angeles, mas estamos sempre juntos, somos grandes amigos. A gente já treinou muito juntos, fizemos muito sparring, nos falamos toda hora.

Em relação aos pontos fortes e fracos de Cub Swanson, Kron Gracie não entra em detalhes, mas sabe que o veterano é um adversário expressivo, embora amargue quatro derrotas consecutivas.

– Eu não coloco muita atenção nisso, porque toda luta é diferente do que já se viu. A luta dele pode ser diferente, nunca lutou contra um cara como eu. Eu não coloco muito valor nas lutas que fez com outras pessoas. Luta é imprevisível, independentemente de quantas vezes você viu a pessoa lutar. Ele é um cara duro, bom, só perdeu para caras muito bons na categoria, então vejo como uma luta difícil. Todas as minhas lutas espero que sejam contra caras de nome, que tenham condições de fazer uma boa luta comigo.

Famoso no jiu-jítsu pelo estilo finalizador – além do status de filho do lendário Rickson Gracie -, Kron ganhou projeção ao se tornar o primeiro integrante da família a vencer uma luta no UFC desde Royce Gracie, na década de 90. A estreia vitoriosa, contudo, não alterou a sua rotina.

– Para mim não mudou muita coisa, mudou para todo mundo que me vê. Eu sei do meu potencial, quero testá-lo contra os melhores. Os fãs que julgam, criticam, que têm o que falar. Eu não tenho muita coisa para falar. Eu sempre me vejo como um atleta de ponta. Sempre fui assim. Você nunca viu uma luta chata minha, desistindo de nada. Tenho a mesma academia, vou e volto para dar aula, acordo para treinar do mesmo jeito, não mudou muita coisa. Estou treinando desde criança, só que (a quantidade de) pessoas que agora veem o meu potencial está um pouquinho maior.

UFC Tampa
12 de outubro, na Flórida (EUA)
CARD PRINCIPAL (21h, horário de Brasília):
Peso-palha: Joanna Jedrzejczyk x Michelle Waterson
Peso-pena: Cub Swanson x Kron Gracie
Peso-leve: Thomas Gifford x Mike Davis
Peso-palha: Mackenzie Dern x Amanda Ribas
Peso-leve: Matt Frevola x Luis Peña
Peso-médio: Eryk Anders x Gerald Meerschaert
CARD PRELIMINAR (18h, horário de Brasília):
Peso-meio-médio: Niko Price x James Vick
Peso-meio-pesado: Ryan Spann x Devin Clark
Peso-meio-médio: Max Griffin x Alex Morono
Peso-mosca: Deiveson Figueiredo x Tim Elliott
Peso-galo: Marlon Vera x Andre Ewell
Peso-meio-médio: Miguel Baeza x Hector Aldana
Peso-meio-médio: Marvin Vettori x Andrew Sanchez
Peso-mosca: J.J. Aldrich x Lauren Mueller





-Patrocinador-