Conversei com jogadores sobre finanças do clube antes de contratar Daniel Alves, diz Raí

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foto: Divulgação

Pressionado por dívidas e por não ganhar títulos há quase sete anos, o São Paulo Futebol Clube resolveu abrir o bolso para tentar recuperar o prestígio que teve no futebol brasileiro nas décadas de 1990 e 2000.

Em 2019, sob a direção do ex-jogador Raí, o clube contratou cerca de 15 jogadores, incluindo o goleiro Tiago Volpi, o meia Hernanes e o atacante Alexandre Pato.


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E, em agosto, somou-se ao elenco Daniel Alves, o lateral-direito titular e capitão da Seleção Brasileira, maior ganhador do títulos da história do futebol mundial, de volta ao Brasil após 17 anos na Europa.

No total, foram mais de R$ 80 milhões gastos em contratações de jogadores neste ano.

Além disso, Daniel terá a maior remuneração do Brasil entre jogadores de futebol: cerca de R$ 1,5 milhão ao mês, entre salário e direitos de imagem que o clube espera dividir com patrocinadores.

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“A presença dessas pessoas é uma coisa premeditada: perfil de liderança. Hernanes, Pablo, Daniel Alves, Juanfran, Volpi, Bruno Alves. É uma espinha dorsal. Por mais que tenhamos dificuldades, são pessoas que seguram e vão dar resultado”, comenta o diretor de futebol do São Paulo, Raí.

É uma cifra relevante para um clube que, nos últimos anos, lidou com gigantesca dívida com instituições bancárias e enfrentou atrasos em pagamentos de direitos de imagens a jogadores.

Nesse contexto, como uma contratação cara, como a de Dani Alves, repercute no elenco?

Sem sobressaltos e com tranquilidade, responde Raí que conversou com os jogadores e garantiu a eles que o reforço não afetaria seus recebimentos.

“Sim, a gente teve esse cuidado [de conversar com os jogadores sobre a saúde financeira do clube]. E foi tudo bem aceito e compreendido. Até porque fomos claros em colocar que não vai ser só o clube que vai pagar. Antes de fechar e depois que fechou, fiz questão de passar para o time que isso não ia mudar em nada a situação deles”, diz o ídolo do Tricolor paulista.

Ele também abordou outras questões “boleiras”, como a polarização ideológica nos vestiários e o que pretende fazer quando o time afinal sair da fila – o último título foi o da Copa Sul-Americana, em dezembro de 2012.





-Patrocinador-