Setembro Amarelo: Colaborador do HBSH conta como superou a depressão e relata nova fase da vida

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Os números de pessoas que cometem suicídio são alarmantes e chocam. No mundo, a cada 40 segundos acontece um suicídio e a cada 3 segundos uma tentativa. Já no Brasil, a cada 45 minutos uma pessoa tira sua própria vida. No total, chega-se a 1 milhão no mundo. Provocar o fim da própria vida está entre as principais causas das mortes entre jovens, de 15 a 29 anos, e também de crianças e adolescentes.

Diante desta problemática e destes números assustadores, foi criada em 2015 a Campanha “Setembro Amarelo”, iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) com o objetivo de promover eventos que abram espaço para debates sobre suicídio e divulgar o tema alertando a população sobre a importância de sua discussão. O mês de setembro foi escolhido para a campanha porque, desde 2003, o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

Uma pesquisa recente revela que o suicídio tem ocorrido de forma crescente também no meio de profissionais da saúde, isso ocorre porque eles têm mais acesso a meios letais para tirar sua própria vida e sabem como agir para que isso ocorra. O supervisor de menores e secretário da coordenação de enfermagem do Hospital Beneficente Santa Helena (HBSH), Wigor Marques, teve a depressão e se deu conta da doença quando tentou o suicídio.

“Há alguns anos tive um lado da minha visão perdida, e a partir dai minha vida começou a tomar um rumo diferente. Não tinha vontade de sair de casa, não tinha animo para nada. Um certo dia fui guiado por uma voz que dizia para eu acabar com minha vida, que assim, acabaria com todo meu sofrimento”, declarou Wigor, contando ainda que neste dia tentou o suicídio. Ele foi até um viaduto da capital para se jogar. “Graças a Deus fui salvo por alguns amigos”.

O colaborador relatou que através de muita luta e tratamento, hoje vive uma nova vida. “Sinto-me outra pessoa, às vezes a tristeza bate, mas tenho o apoio de muitas pessoas que me escutam, me dão conselhos e me mostram o quanto à vida é maravilhosa”.

Para ele, o primeiro passo é não ter vergonha da situação. “Busque ajuda, se abra com as pessoas, desabafe. Se der vontade de chorar, chore, mas não deixe chegar ao pior estágio. Procure imediatamente uma ajuda médica”, orientou ele.


Amazonia 03 de Junho