Produtores de soja de Mato Grosso sofrem com altos custos e dívidas

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Brasnorte, MT, Brasil: Área de plantação de soja próxima ao município de Brasnorte, noroeste do Mato Grosso. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Pequenos e médios produtores do Mato Grosso têm enfrentado dificuldades com os altos custos e as dívidas geradas pelo cultivo da soja. Eles representam 25% da produção do grão no estado.

Das cerca de 5.400 propriedades rurais de Mato Grosso, 80% têm até 1.500 mil hectares, ou seja, são consideradas como pequenas ou médias – justamente as que mais sofrem no aumento de custo das safras.


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Para o agricultor Napoleão Rutilli, da cidade de Diamantino, a expectativa para a próxima safra é de uma redução de aproximadamente 17%. “Não está fechando mais a conta devido aos altos custos”, apontou.

Até então, Rutilli cultivava soja em 1.250 hectares de sua fazenda e em mais 450 hectares de uma área extra arrendada. Para este ano, ele devolveu a parte arrendada e reduziu a área utilizada nas próprias terras.

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“Eu tinha 11 funcionários, hoje estou com 5. No próximo ano devo ficar com 3”, completou o produtor.

Também em Diamantino, o produtor rural Cunha Candiotto aponta para um “rolamento de dívidas” para que as fazendas possam sobreviver. Segundo ele, são necessárias recorrentes renegociações de créditos e financiamentos em bancos.





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