Estudos apontam que risco de doenças cardiovasculares é maior em pessoas com gordura localizada, especialmente no abdômen

 

Quase todo mundo já se incomodou com alguma gordurinha extra acumulada em alguma parte do corpo. Essa gordura acumulada pode estar na barriga, parte interna das coxas, no culote, na cintura, braços ou costas. No entanto, com alguma disciplina e investimento, a gordura indesejada pode sumir, ou ao menos diminuir. Uma combinação de exercícios, dieta balanceada e o auxílio de suplementos para queimar gordura são capazes de afinar qualquer silhueta em pouco tempo.

Porém, o acúmulo de gordura localizada, especialmente a no abdômen, não é apenas uma questão estética – pode significar uma série de doenças. A gordura subcutânea que se esconde sob a pele, nas coxas, nádegas ou braços superiores, pode ser esteticamente desafiadora, mas é também inofensiva. Entretanto, a gordura da barriga mais profunda — a visceral, que se acumula ao redor dos órgãos abdominais — é metabolicamente ativa e tem sido fortemente ligada ao risco de doenças graves.

Uma pesquisa da Washington University School of Medicine, de St. Louis, no Missouri, nos Estados Unidos, mostrou que as pessoas com muita gordura em torno de sua cintura têm um risco mais elevado de condições crônicas, como doenças cardíacas e diabetes tipo 2. É importante lembrar que não é necessário estar acima do peso ou obeso para passar por esses perigos. Até pessoas com peso considerado normal podem acumular quantidades prejudiciais abaixo da parede abdominal.

A possibilidade de desenvolver câncer também aumenta de acordo com o tamanho da cintura. As chances de um câncer colorretal dobram entre as mulheres na pós-menopausa e que acumulam gordura visceral, de acordo com uma pesquisa coreana. O risco de câncer de mama também cresce. Outra pesquisa, feita com mais de três mil mulheres na Índia, todas acompanhadas antes e depois da menopausa, mostrou que aquelas cujas cinturas eram tão grandes quanto o tamanho de seus quadris tinham de três a quatro vezes mais risco de desenvolver a doença do que as com a circunferência da cintura considerada normal.

Até a meia-idade, homens geralmente acumulam um percentual maior do que as mulheres, mas esse padrão se inverte quando elas passam pela menopausa. Poucas parecem escapar ao aumento da cintura à medida que a redistribuição da gordura corporal e a gordura visceral empurram a barriga.

Dicas para o autodiagnóstico

A orientação de especialistas para saber se a gordura abdominal está comprometendo sua saúde, é a de medir a circunferência da cintura com uma fita métrica. Para as mulheres, o ideal é que a medida não ultrapasse os 88 cm. Para os homens, o limite do saudável é 102 cm. Em caso de ultrapassagem dessas medidas, o risco de desenvolvimento de males relacionados à gordura visceral torna-se real. É indicado ficar alerta e buscar a redução por meio de dieta e exercícios.

Para uma análise completa, a medida do tecido adiposo visceral pode ser medida por métodos de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, porém esses métodos têm um custo elevado. A medida pela fita métrica calculada no ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca é um método simples e confiável.

O papel da genética no acúmulo de gordura

A revista científica Human Molecular Genetics promoveu uma pesquisa em 2013 que sugere que existem exatamente cinco genes diferentes que desempenham um papel na quantidade de gordura que armazena em torno da cintura. Obviamente, ter um perfil genético de maior acumulação de gordura na região abdominal não é uma sentença final. Um estilo de vida centrado no bem estar físico e na bola alimentação vai evitar que a sua genética faça a diferença neste sentido.

CLA – um poderoso aliado para a queima de gordura

Um suplemento que está na moda e ajuda a queimar a gordura do corpo rapidamente e, consequentemente, diminuir a barriga, é o ácido linoléico conjugado – mais conhecido como CLA. Esse ácido pode ser encontrado em alimentos bastante comuns, como a carne, ovos, queijo e demais derivados do leite.

Presentes em diversas dietas, esses são alguns dos alimentos que ajudam a emagrecer, mas a quantidade ideal de CLA não é facilmente conseguida dessa maneira. Isso porque ele é extraído da gordura saturada, e para se obter uma quantidade satisfatória, seria necessário ingerir uma grande quantidade de gordura por dia, o que poderia causar o efeito oposto ao desejado. Nesta situação, o ideal é consumir suplementos de CLA, em cápsulas, para se atingir o resultado necessário.

O CLA age no organismo como uma barreira ao acúmulo de gordura. Uma vez diminuído o ritmo de estocagem de gordura no corpo, o CLA estimula a queima da gordura já presente no organismo, como uma maneira de obter energia para as atividades físicas e do dia-a-dia. Com isso, o processo de queima de gordura localizada fica mais rápido, resultando na perda de peso e de medidas na região do abdômen. Porém, ao contrário do que muita gente diz, não existem soluções mágicas para emagrecer. Nunca e demais frisar que os benefícios do CLA só serão efetivos se combinamos com uma rotina de exercícios.