Já não é mais novidade que os agricultores e pecuaristas têm uma margem de lucro curta. Para não ficarem no vermelho, é essencial que compreendam como funcionam os seus negócios e tenham um registro de receitas e despesas da fazenda, de forma a organizarem melhor o estabelecimento rural. Mas não é só isso: é preciso que estejam preparados para lidar com fatores externos que não podem ser controlados, como as variáveis de clima, mercado e valores de insumo.

Como existe uma certa questão global de definição de preços, os produtores têm que tentar ser mais eficientes para contornar situações adversas. Adotar tecnologias que aumentam a precisão e a acurácia das tomadas de decisões é o caminho para isso. Ou seja: é necessário que o agronegócio invista em Pesquisa & Desenvolvimento para garantir a evolução do setor. E apostar em P&D nada mais é que buscar soluções que atendam a demanda do mercado e desenvolver dispositivos que tenham como proposta otimizar os resultados da propriedade.


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Em relação à agricultura no Brasil, o ramo de Pesquisa & Desenvolvimento é bem avançado. Em contrapartida, na pecuária ainda estamos atrasados, principalmente pela falta de soluções economicamente acessíveis aos criadores de gado. Além disso, nenhum profissional do campo escolhe as suas tecnologias apenas por serem bonitas, por exemplo. Comprovar que elas protegem o meio ambiente, mantêm os animais saudáveis e dão lucro aos produtores ainda é um grande desafio.

Um outro grande obstáculo para o setor diz respeito ao tempo de elaboração de um novo projeto. Para se ter uma ideia, na Intergado passamos a desenvolver soluções baseadas em IOT e telemetria de dados com foco em pecuária de precisão em 2009, passando a comercializar os produtos somente quatro anos depois. É claro que isso não é uma regra, mas tivemos que aprimorar e tornar viável os softwares e hardwares que monitoram em tempo real o quanto o animal está comendo, bebendo água e se pesando por dia, a fim de auxiliar os produtores na rápida tomada de decisão.

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Na minha opinião, o agronegócio brasileiro melhorou muito devido à qualificação das pessoas. A pós-graduação é necessária para a contratação no setor, mas as empresas estão cada vez mais exigentes na seleção do seu time P&D: existem diversos casos de funcionários que são incentivados pelas instituições a fazerem mestrado e doutorado, além de bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que inserem mestres e doutores no setor privado.

Sobre a Intergado

A Intergado foi idealizada para fazer parte da transformação do agronegócio brasileiro por meio de tecnologias de precisão que auxiliam os pecuaristas na tomada de decisão. Com as soluções disponibilizadas pela empresa, é possível acompanhar diariamente o peso e o comportamento de cada animal em todas as fases da criação, monitorar a saúde do rebanho, diagnosticando precocemente possíveis doenças, assim como promover o melhoramento genético dos animais para eficiência alimentar e desenvolver pesquisas.

Sobre Marcelo Ribas

Graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Minas Gerais (2005), Mestrado (2006) e Doutorado (2010) em Zootecnia pela Universidade Federal de Minas Gerais, Marcelo Ribas foi Diretor Técnico e Consultor no setor de Bovinocultura no Valor Orientações Agropecuárias (de 2008 a 2013); Bolsista RHAE – CNPq na Seva Engenharia Eletrônica S.A (2013 a 2016) e Sócio Fundador da Intergado, onde atualmente exerce a função de Diretor Executivo, coordenando os setores Comercial e Pesquisa e Inovação.

Por Marcelo Ribas





-Patrocinador-