A safra dos quatro principais grãos da agricultura brasileira deve aumentar em 3,6% até 2020, apesar da queda de rentabilidade dessas culturas. A previsão é do estudo de Perspectivas para a Agropecuária, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O trabalho apresentado nesta terça-feira (20) pelo diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia, Guilherme Bastos, no Seminário Conjuntura da Economia Agrícola, mostra as perspectivas das culturas de milho, soja, arroz e algodão.

No caso do milho, dependendo dos problemas na safra americana, mostra-se que o país poderá ter números recordes de exportação. “Já quanto aos números da safra, nas perspectivas atuais, estamos prevendo um aumento de área de 1 milhão de hectares, que deverá levar a 18,3 milhões de hectares plantados, com produtividade menor (-321 kg/ha) e redução de 38 mil toneladas na produção total, que deve fechar em 99,2 milhões de toneladas na previsão para 2020”, explica o diretor Guilherme Bastos. “Há também a expectativa de aumento de 2% na demanda interna de milho para uso na ração animal”.


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Para a soja, o estudo mostra um crescimento de área de 1,7% até 2020, que é menor em comparação com anos anteriores. A produtividade deve crescer em torno de 140 kg/ha e com isso espera-se um aumento de 7 milhões de toneladas na produção. “A expectativa é que os preços do mercado futuro tenham recuperação, graças à redução da área plantada nos EUA”, explica o diretor. “Os números representam uma melhora na remuneração ao produtor, embora não alcancem os patamares de anos anteriores”.

Em relação ao quadro de oferta e demanda da safra 2019/20, as perspectivas estimam um estoque final de 2,8 milhões de toneladas de soja, com um consumo de 48 milhões e exportação de 72 milhões de toneladas. “Temos a possibilidade de enfrentar problemas nos estoques de passagem, que não serão adequados para atender uma demanda internacional muito forte”, ressalta o diretor. “Mas o Brasil deve consagrar-se como líder mundial na produção de soja, salvo algum problema climático, com produção em torno de 122,1 milhões de toneladas, ultrapassando os EUA”.

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Para o arroz está previsto uma redução de área de 19 mil hectares, o que levará a uma área plantada de 1,6 milhão de hectares, ainda concentrada na região Sul. O destaque nessa commodity, segundo o estudo, é a produtividade, que vem crescendo com a migração para áreas irrigadas e uso de mais tecnologias. Com isso, a safra de arroz deverá ser de aproximadamente 10,7 milhões de toneladas.

Na contramão dos demais produtos, o algodão poderá sofrer uma redução de 6% de área e quase 7% na produção devido ao aumento dos estoques e redução dos preços internacionais. Com isso, a previsão é que a safra seja de 2,5 milhões de toneladas com uma área plantada de 1,5 milhão de hectares.

Nas perspectivas agrícolas apresentadas pela Conab, outros temas foram tratados, como os cenários relativos à macroeconomia e à geopolítica no contexto da agricultura, infraestrutura, mercado e custos de produção das commodities.

Fonte:

A safra dos quatro principais grãos da agricultura brasileira deve aumentar em 3,6% até 2020, apesar da queda de rentabilidade dessas culturas. A previsão é do estudo de Perspectivas para a Agropecuária, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O trabalho apresentado nesta terça-feira (20) pelo diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia, Guilherme Bastos, no Seminário Conjuntura da Economia Agrícola, mostra as perspectivas das culturas de milho, soja, arroz e algodão.

No caso do milho, dependendo dos problemas na safra americana, mostra-se que o país poderá ter números recordes de exportação. “Já quanto aos números da safra, nas perspectivas atuais, estamos prevendo um aumento de área de 1 milhão de hectares, que deverá levar a 18,3 milhões de hectares plantados, com produtividade menor (-321 kg/ha) e redução de 38 mil toneladas na produção total, que deve fechar em 99,2 milhões de toneladas na previsão para 2020”, explica o diretor Guilherme Bastos. “Há também a expectativa de aumento de 2% na demanda interna de milho para uso na ração animal”.

Para a soja, o estudo mostra um crescimento de área de 1,7% até 2020, que é menor em comparação com anos anteriores. A produtividade deve crescer em torno de 140 kg/ha e com isso espera-se um aumento de 7 milhões de toneladas na produção. “A expectativa é que os preços do mercado futuro tenham recuperação, graças à redução da área plantada nos EUA”, explica o diretor. “Os números representam uma melhora na remuneração ao produtor, embora não alcancem os patamares de anos anteriores”.

Em relação ao quadro de oferta e demanda da safra 2019/20, as perspectivas estimam um estoque final de 2,8 milhões de toneladas de soja, com um consumo de 48 milhões e exportação de 72 milhões de toneladas. “Temos a possibilidade de enfrentar problemas nos estoques de passagem, que não serão adequados para atender uma demanda internacional muito forte”, ressalta o diretor. “Mas o Brasil deve consagrar-se como líder mundial na produção de soja, salvo algum problema climático, com produção em torno de 122,1 milhões de toneladas, ultrapassando os EUA”.

Para o arroz está previsto uma redução de área de 19 mil hectares, o que levará a uma área plantada de 1,6 milhão de hectares, ainda concentrada na região Sul. O destaque nessa commodity, segundo o estudo, é a produtividade, que vem crescendo com a migração para áreas irrigadas e uso de mais tecnologias. Com isso, a safra de arroz deverá ser de aproximadamente 10,7 milhões de toneladas.

Na contramão dos demais produtos, o algodão poderá sofrer uma redução de 6% de área e quase 7% na produção devido ao aumento dos estoques e redução dos preços internacionais. Com isso, a previsão é que a safra seja de 2,5 milhões de toneladas com uma área plantada de 1,5 milhão de hectares.

Nas perspectivas agrícolas apresentadas pela Conab, outros temas foram tratados, como os cenários relativos à macroeconomia e à geopolítica no contexto da agricultura, infraestrutura, mercado e custos de produção das commodities.





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