Valorização do maracujá motiva pequenos produtores a investirem na produção da fruta no sul de MT

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TV Centro América

Na região sul de Mato Grosso, o preço do maracujá motivou os produtores a investirem no cultivo da fruta. O resultado são frutos de alta qualidade e mais renda para os pequenos produtores. O cultivo da fruta é considerado um dos mais valorizados no mercado. Na região sul do estado, pequenos e médios produtores têm conseguido vender o quilo da fruta por até R$ 5 no mercado.

Entretanto, produzir bem no campo e alcançar a tão sonhada rentabilidade requer planejamento e conhecimento para o manejo correto da cultura. E é por isso que muitos desses produtores têm buscado auxílio junto a Empaer.


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O período é de estiagem, mas as parreiras de maracujá estão verdinhas e produtivas na propriedade da produtora rural Valdecir Maria da Silva. O sistema de irrigação por gotejamento ajuda a explicar o cenário nos dois hectares e meio que são produzidos em Rondonópolis. São três parreiras e a colheita já começou.

A produção será levada para três supermercados da cidade. Todos os clientes são bem exigentes. “A gente faz uma seleção e os que estão bem vistosos vão para o mercado. E outro fica, nós fazemos polpa e essa polpa é vendida aqui em casa mesmo, nós não comercializamos na cidade não. porque agora ainda está numa quantidade pequena”, disse dona Maria.

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O quilo do maracujá é vendido por até R$ 5 e os compradores exigem que a fruta tenha uma polpa suculenta e possa ser 100% aproveitada. E, em busca dessa qualidade, a produtora tem investido pesado na lavoura. Até agora, algo em torno de R$ 30 mil.

“É um investimento alto. A manutenção é alta, mesmo sem acompanhamento, mais os defensivos são muito caros. Então a gente precisa de resultado para ficar, porque é muito bom está vendo a plantação bonita, mas tem que ter resultado”, disse.

A melhor ainda se as parreiras de maracujá não sofrerem com o ataque de pragas e é o que tem acontecido. O tempo seco tem afastado a mosca branca, o percevejo e o ácaro que estão entre as pragas que mais atacam no tempo das águas.

O produtor rural Rivael Pereira da Silva disse que, desde o ano passado, produz maracujá na cácara dele, que fica em Pedra Preta, a 243 km de Cuiabá. A produção dele ainda é pequena, mas também contou com investimentos. O sistema de irrigação é o mesmo: por gotejamento.

São 50 pés que foram plantados entre o fim de outubro e o começo de novembro e que já começaram a produzir em janeiro.

“A primeira produção que eu produzi aqui, na parte da manhã eu colhia em torno aí de uns 30, 40 quilos. Até uns 50 quilos. E, no outro dia de manhã colhia de novo. Na verdade podia produzir até bem mais, porque o maracujá é o seguinte, você tem de ter aquele mamangaba para ele fazer a polinização. Na época que precisou da polinização quase não tinha aqui, e eu não sabia fazer na mão. Agora eu tenho que aprender fazer na mão pra não precisa só do mamangaba”, afirmou.

Mamangaba ao qual o seu Rivael se refere é um inseto presente nesse tipo de plantação que aumenta o número de frutos nos maracujazeiros por meio da polinização. E, como ele quer expandir o negócio, atingir 500 pés de maracujá ainda neste ano, vai ampliar o cultivo para esta área onde hoje existe um mandiocal.

Com a assistência da Empaer, ele já começou a corrigir, por exemplo, o nível alto de acidez na terra que foi diagnosticado na primeira análise de solo feita em abril.

O engenheiro agrônomo da Empaer Roklerson Ignácio de Souza afirmou ter detectado a quantidade necessária para a correção do solo. “Nas primeiras chuvas deste ano a gente já vai fazer a aplicação, com a incorporação do calcário, porque o calcário que faz fazer esse pH elevar”, disse.

O que a Empaer também está ensinando ao seu Rivael é o chamado planejamento agrícola, que inclui a adubação de cobertura, um procedimento padrão pro bom desenvolvimento da cultura no caso dos pés já plantados. A correção de solo propriamente dita será feita depois com a aplicação de calcário, que será incorporado a terra só em meados de setembro, quando começar a chover./

“Com o passar do tempo, da cultura, todos os nutrientes que tem no solo vai sendo extraído, indo para a flor e obviamente para o fruto. E esse nutriente sendo retirado, com certeza eu preciso fazer uma taxa de reposição desses nutrientes que foi deslocado do solo para a fruta”, afirmou Roklerson .





-Patrocinador-